SpaceX cai 11% após primeiro balanço divulgar prejuízo de US$ 541 milhões
As ações da SpaceX ampliaram perdas nesta quarta-feira, 5, recuando mais de 11% no pré-mercado dos Estados Unidos após a publicação de seu primeiro balanço, referente ao segundo trimestre de 2026. Apesar de a empresa ter apresentado receita acima do esperado, o resultado desagradou os investidores, que reagiram negativamente aos números.
O principal fator que pesou sobre os papéis foi a disparada nos investimentos em inteligência artificial. A SpaceX investiu quase US$ 16 bilhões em infraestrutura de IA durante o trimestre, mais especificamente US$ 15,8 bilhões, comparado a US$ 7,7 bilhões no primeiro trimestre e US$ 749 milhões no mesmo período do ano anterior. O investimento em IA representou mais de 86% de todo o capital despendido pela companhia no trimestre, evidenciando a prioridade estratégica do segmento.
Os gastos expressivos em infraestrutura não foram acompanhados por lucratividade imediata. Embora a receita da divisão de IA tenha mais que triplicado em relação ao primeiro trimestre, alcançando US$ 2,6 bilhões, a companhia ainda registrou um prejuízo operacional de US$ 1,3 bilhão naquele segmento. Como resultado, a SpaceX divulgou um prejuízo líquido de US$ 541 milhões no segundo trimestre de 2026, que representa uma redução de 46% em relação à perda de US$ 1,008 bilhão reportada no mesmo período de 2025.
Embora o Ebitda ajustado tenha sido positivo em US$ 1,1 bilhão e o capex total do primeiro semestre tenha alcançado US$ 28,5 bilhões, o investimento concentrado em IA criou uma dinâmica de curto prazo desfavorável ao mercado. A reação negativa reflete a preocupação de investidores com a magnitude dos gastos em relação ao retorno operacional do segmento no presente momento.
Ainda nesta quarta-feira, 5, as ações enfrentavam pressão adicional com o término do período de lock-up pós-IPO a partir desta quinta-feira, 6. Essa mudança normalmente desencadeia uma onda de venda de papéis de investidores iniciais, que ganham permissão legal para negociar suas participações após o período de restrição.
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