Simpar vende CS Porto Aratu para ICTSI Americas por R$ 1,8 bilhão
A Simpar informou nesta quinta-feira, 23, a assinatura de um contrato de compra e venda vinculante com a ICTSI Americas B.V. para a venda de 100% da HSIM Participações e Holding, holding que detém integralmente a CS Porto Aratu. A transação foi fechada por um valor de empresa de R$ 1,8 bilhão.
A HSIM é detentora integral da CS Porto Aratu, um dos principais hubs logísticos do país para o escoamento de granéis sólidos. De acordo com o fato relevante divulgado ao mercado, o valor da transação representa R$ 750 milhões de equity value e R$ 1 bilhão de dívida líquida prevista para o primeiro trimestre de 2026.
O pagamento será estruturado em duas parcelas. R$ 650 milhões serão pagos na data de fechamento da transação, enquanto R$ 100 milhões adicionais serão quitados por meio de earn-out, com prazo de 18 meses a partir do fechamento do negócio. O earn-out é um mecanismo usado em operações desse tipo em que parte do preço de compra é condicionada ao atingimento de determinadas metas após o fechamento do negócio.
A Simpar destacou que investiu R$ 900 milhões no CS Porto Aratu para modernizar sua estrutura e ampliar a capacidade operacional, alcançando movimentação potencial de 9,5 milhões de toneladas por ano. Segundo comunicado da companhia, a transação reflete sua capacidade de geração de valor ao investir e desenvolver negócios, convertendo investimentos, disciplina na alocação de capital e excelência operacional em retorno.
O fechamento do negócio ainda depende do cumprimento de obrigações e condições precedentes, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e autorização pelo poder concedente.
No primeiro trimestre deste ano, a Simpar reportou um prejuízo líquido consolidado de R$ 179,6 milhões, em comparação com prejuízo de R$ 51 milhões no mesmo período do ano passado. A companhia apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 3,22 bilhões, avanço de 14,3% ano a ano. A receita líquida do período cresceu 6,1%, para cerca de R$ 11,08 bilhões. A alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda ficou em 2,8 vezes ante 3,6 vezes um ano antes, a menor dos últimos 15 anos da companhia. A divulgação do balanço referente ao segundo trimestre está marcada para o dia 14 de agosto.
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