Série de Seleção de Ações do Heard on the Street Apresenta Oitava Edição Anual
Os colunistas do Heard on the Street apresentam suas escolhas de ações na oitava edição anual do concurso de seleção de ações da publicação.
Em contexto mais amplo, discussões sobre sustentabilidade dos sistemas previdenciários americanos ganham relevância. Segundo análise publicada em 13 de julho de 2026, o sistema de Segurança Social dos Estados Unidos enfrenta desafios estruturais significativos que o tornam insustentável nas próximas décadas.
O sistema, criado em 1936 durante a Grande Depressão quando 6,3% da população tinha mais de 65 anos, opera sob uma lógica que se tornou obsoleta. Atualmente, 18,9% da população americana está acima dessa faixa etária, e a projeção aponta para 22,0% em 2040. A alíquota original de imposto sobre a folha de pagamento era de 1% para cada parte (empregador e empregado), totalizando 2,0%, refletindo uma realidade demográfica radicalmente diferente da atual.
A proporção de contribuintes para beneficiários deteriorou-se continuamente. Em 1950, quando a alíquota combinada havia aumentado para 3,0%, existiam 16,5 trabalhadores pagando o sistema para cada beneficiário. Atualmente, em 2026, essa proporção caiu para aproximadamente 2,7 trabalhadores por beneficiário, com projeção de queda para 2,3 em 2035. A alíquota combinada de imposto sobre a folha de pagamento saltou para 15,30%, mas mesmo assim não cobre as despesas do sistema. Em 2024, a receita de impostos sobre a folha de pagamento cobriu apenas 91,2% das despesas, percentual que continuará diminuindo.
O fundo fiduciário de aposentadoria da Segurança Social, conhecido como Social Security Trust Fund, vem sendo drenado desde 2010 para cobrir a lacuna entre receitas e despesas. A Agência de Orçamento do Congresso projeta que este fundo será totalmente esgotado em 2032. Naquele momento, o país enfrentará uma escolha forçada: aumentar impostos ou reduzir benefícios em até 28%. Importante notar que este Trust Fund é, em grande medida, uma abstração contábil, representando essencialmente um compromisso do Governo Federal de financiar os pagamentos de Segurança Social. Como o governo federal já possui um déficit substantivo, o financiamento só é possível através da emissão de mais dívida pública. Portanto, indiretamente, a Segurança Social já está sendo financiada por emissão de dívida, sem qualquer reserva externa real sendo utilizada.
Análise crítica aponta a inviabilidade estrutural do sistema. A maioria dos beneficiários de Segurança Social não é necessitada. Os baby boomers representam a geração mais rica do país. Os maiores pagamentos de Segurança Social vão para aqueles que contribuíram mais para o sistema, ou seja, indivíduos com as maiores rendas ao longo de suas carreiras, que provavelmente possuem mais ativos e recursos para utilizar na aposentadoria. Isso resulta em um sistema que beneficia desproporcionalmente os aposentados mais ricos.
Propostas de reforma têm circulado, incluindo a remoção de limites nas contribuições de indivíduos com rendas mais altas. A Tax Foundation caracterizou tal medida como o maior aumento de impostos em décadas, afirmando que mesmo assim não salvaria a Segurança Social. Alternativas incluem propostas de pagamentos padronizados universais.
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