Rivian demite centenas de funcionários uma semana após lançamento do R2
A Rivian confirmou à imprensa que está demitindo centenas de funcionários apenas uma semana após iniciar as entregas de seu tão antecipado SUV R2. A empresa informou que as demissões afetarão menos de 2% de sua força de trabalho total e que a ação foi realizada para aumentar a eficiência operacional.
As demissões impactam as equipes de serviço e atendimento ao cliente da Rivian, que incluem os departamentos de vendas e marketing. "Recentemente reestruturamos alguns times dentro da Rivian conforme trabalhamos para escalar nosso negócio de forma lucrativa", afirmou a empresa em comunicado oficial.
Esta é pelo menos a quarta rodada de cortes que a Rivian implementou desde o início de 2024. O Wall Street Journal foi o primeiro a reportar a nova rodada de demissões, divulgada na segunda-feira. A Rivian tinha 15.232 funcionários distribuídos na América do Norte e Europa ao final do ano passado.
O lançamento do R2 representa um marco estratégico crucial para a Rivian, pois o veículo foi concebido para transformar a empresa de uma fabricante de nicho de carros elétricos de luxo em uma marca de maior volume, similar à líder do mercado norte-americano de veículos elétricos, a Tesla. A empresa afirmou que espera alcançar a lucratividade com o R2. Até o momento, a Rivian nunca alcançou lucro anual.
Os desafios financeiros da Rivian são substanciais. A empresa perdeu 3,6 bilhões de dólares no ano passado enquanto entregava apenas 42.247 veículos. Seu segmento automotivo registrou perdas de aproximadamente 6 mil dólares por veículo entregue durante o primeiro trimestre deste ano.
Em relação aos planos de lucratividade, a Rivian havia estabelecido como objetivo alcançar seu primeiro lucro em 2027, após acumular perdas de aproximadamente 30 bilhões de dólares até o momento. Porém, a empresa adiou essa meta em março devido aos gastos significativos com desenvolvimento de tecnologia de veículos autônomos.
O adiamento da meta de lucratividade foi revelado aos investidores juntamente com o anúncio de que a Uber planeja investir até 1,25 bilhão de dólares na Rivian e adquirir até 50 mil SUVs R2 para serem utilizados como robotáxis. A Rivian ainda não demonstrou ser capaz de desenvolver tais capacidades, oferecendo atualmente apenas um recurso de condução com as mãos livres, mas com monitoramento visual da estrada obrigatório.
O cenário de mercado para fabricantes de veículos elétricos tem se tornado progressivamente mais desafiador em comparação aos anos anteriores. As condições foram agravadas por mudanças regulatórias sob a administração Trump, incluindo a eliminação de um incentivo federal de 7.500 dólares para a compra de veículos elétricos.
Em outubro passado, a Rivian havia realizado uma rodada anterior de demissões, afetando mais de 600 funcionários, o que representava aproximadamente 4,5% de sua força de trabalho naquela época. Aqueles cortes envolveram principalmente reestruturações dos times de marketing, operações de veículos, vendas e entrega, e operações móveis.
Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.