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🏛 Política

Quaest: desaprovação de Lula sobe a 50% e vantagem no segundo turno desaparece

🕐 07/09/2026 às 19:00 👁 0 visualizações
Pesquisa Quaest mostra deterioração da avaliação do governo Lula, com desaprovação em 50% e aprovação em 43%. Em eventual segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados em 41%.

A desaprovação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a 50%, enquanto 43% dos eleitores aprovam a gestão, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira. Na rodada anterior, publicada em 2 de setembro, os percentuais eram de 48% de desaprovação e 45% de aprovação. A diferença entre os dois grupos, que era de três pontos, passou para sete.

As duas variações foram de dois pontos percentuais e, portanto, estão no limite da margem de erro da pesquisa. O resultado não permite falar em uma mudança consolidada na avaliação do governo, mas interrompe a melhora registrada por Lula em levantamentos anteriores e amplia numericamente o saldo negativo da gestão. A fotografia ganha peso por ocorrer a menos de um mês do primeiro turno e em meio a uma disputa presidencial apertada.

No primeiro turno, Lula aparece com 36% das intenções de voto, ante 29% de Flávio Bolsonaro (PL). No entanto, em uma eventual disputa direta entre os dois no segundo turno, o cenário é de completo equilíbrio: ambos registram 41% das intenções de voto. O resultado reforça o estreitamento da corrida observado nos últimos meses. Em julho, Lula tinha 45% contra 37% de Flávio, uma vantagem de oito pontos. Agora, essa diferença desapareceu.

A pesquisa também testou Lula contra outros possíveis candidatos em cenários de segundo turno. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o petista tem 41% ante 38% do governador de Goiás, reduzindo a distância da rodada anterior quando marcava 42% e Caiado 37%. Diante de Augusto Cury (Avante), Lula marca 39% e o escritor, 35%. Contra Renan Santos (Missão), o placar é 42% a 37%. Já contra Romeu Zema (Novo), Lula tem 44% ante 33%. Os números mostram que o cenário mais equilibrado é o confronto com Flávio, mas também há redução consistente da distância em relação a outros candidatos.

O levantamento é o primeiro da Quaest realizado depois de novos desdobramentos do caso Banco Master, que expuseram mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A divulgação do material aprofundou uma crise dentro da Corte e transformou o episódio em tema da campanha presidencial. Até esta rodada, no entanto, não é possível atribuir a oscilação na avaliação do governo a esse episódio específico. Além de os movimentos estarem dentro da margem de erro, a pesquisa não permite isolar o efeito de um único fato sobre a percepção dos entrevistados.

Lula procurou manter distância direta da crise no Supremo. No pronunciamento de 7 de Setembro, concentrou sua fala em soberania nacional e outras bandeiras do governo, sem abordar diretamente o embate envolvendo Moraes. A estratégia contrasta com a adotada por adversários, incluindo Flávio Bolsonaro e outros candidatos de direita, que passaram a explorar a crise em suas campanhas.

A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

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Fontes
🔗 InfoMoney (fonte principal) 🔗 InfoMoney: Quaest: vantagem de Lula some e 2º turno com Flávio fica em 41% a 41%

Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.

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