Petróleo recua mais de 4% na semana com incertezas em Ormuz
O petróleo encerrou a semana em queda nesta sexta-feira, 28, com investidores avaliando o impasse nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. O WTI para outubro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em queda de 0,16%, a US$ 83,40 por barril. O Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em queda de 0,47%, a US$ 88,10 por barril. Na semana, o WTI acumulou queda de 4,2% e o Brent recuou 6,6%.
O conflito entre Estados Unidos e Irã segue em seu sexto mês sem perspectivas imediatas de resolução. O governo Trump informou a mediadores que não tem interesse em retomar os termos de um acordo preliminar firmado com o Irã, que posteriormente fracassou. O presidente americano continua buscando pressionar economicamente o Irã através do bloqueio naval, afirmando contar também com auxílio pelo espaço, ainda que não tenha detalhado se estava se referindo às restrições impostas pelo seu governo aos portos iranianos.
O fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz segue irregular e abaixo do usual. Apenas sete navios atravessaram o trecho na quinta-feira, conforme dados da MarineTraffic, abaixo da média de 15 embarcações registrada nos últimos dez dias. Em contraste, o estreito de Bab el-Mandeb, outro importante gargalo marítimo para o comércio global, registrou a passagem de 17 navios de commodities.
Para o analista da StoneX, Alex Hodes, as esperanças de uma abertura temporária do estreito aliviaram parte das pressões no mercado, porém nenhum acordo de paz foi confirmado. Segundo ele, embora a retórica tenha suavizado um pouco, ainda são esperadas interrupções contínuas no fluxo.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã reiterou acusações de que os Estados Unidos promovem uma nova onda de terrorismo econômico contra o país e que as sanções anunciadas por Washington nesta semana violam a Carta das Nações Unidas. O ministro Abbas Araghchi afirmou que os EUA precisam construir confiança.
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