Petróleo dispara após novos ataques entre EUA e Irã; futuros em Wall Street recuam
Os mercados internacionais respondem nesta segunda-feira (31) a uma nova escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã, com efeitos diretos nos preços de petróleo e nas bolsas globais. Forças americanas atingiram dois lançadores de foguetes na ilha iraniana de Larak, no Estreito de Ormuz, no domingo (30), nos primeiros ataques americanos conhecidos contra o país desde o fim de julho. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado duas bases aéreas dos EUA na Jordânia.
Os preços do petróleo reagiram imediatamente à escalada do conflito. O petróleo Brent subiu US$ 2,37, ou 2,69%, chegando a US$ 90,47 por barril às 5h29 (horário de Brasília). O West Texas Intermediate (WTI) dos EUA avançou US$ 2,16, ou 2,56%, sendo negociado a US$ 85,56 por barril. A alta reflete o crescimento das preocupações com possíveis interrupções no fornecimento global de energia, já que o Estreito de Ormuz é uma das rotas mais críticas para o comércio mundial de petróleo.
Em Wall Street, os índices futuros operam em baixa. O Dow Jones Futuro recua 0,15%, enquanto o S&P 500 Futuro também cai 0,15%. O Nasdaq Futuro apresenta uma leve alta de 0,01%. Apesar das perdas nesta segunda, os principais índices americanos caminham para encerrar agosto no campo positivo. O Dow Jones acumula alta de 2,1% no mês e está a caminho de seu quinto avanço mensal consecutivo. O S&P 500 e o Nasdaq Composite sobem cerca de 3% e 4%, respectivamente, e também caminham para fechar o mês no azul pela primeira vez desde maio. Tanto o S&P 500 quanto o Dow Jones renovaram máximas históricas no início de agosto.
Os mercados europeus operam sem direção única nesta segunda. O STOXX 600 recua 0,13%, enquanto o DAX alemão cai 0,68%. O FTSE 100 do Reino Unido sobe 0,29%, o CAC 40 francês avança 0,05% e o FTSE MIB italiano ganha 0,20%. As ações do setor de energia registraram ganhos com a alta dos preços do petróleo, enquanto os investidores acompanham a possível retomada das hostilidades entre EUA e Irã.
Na Ásia-Pacífico, as bolsas fecharam em queda nesta segunda. O Kospi da Coreia do Sul recuou 0,52%, o Nikkei 225 do Japão caiu 0,57%, o Hang Seng de Hong Kong perdeu 0,71%, o CSI 300 da China continental teve baixa de 0,81% e o S&P/ASX 200 da Austrália caiu 0,26%. Shanghai SE avançou 0,86%, Nikkei 225 recuou 0,14%, o Hang Seng Index perdeu 0,07%, o Nifty 50 da Índia caiu 0,47% e o ASX 200 recuou 0,18%. Os investidores mantêm atenção no desempenho das ações de tecnologia e no ambiente externo de escalada geopolítica.
O conflito entre EUA e Irã entrou em seu sexto mês em fevereiro, e as negociações para encerrar as hostilidades estão em impasse. Mediadores trabalham para reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passava um quinto do petróleo mundial antes do início da guerra. O presidente americano Donald Trump afirmou em publicação nas redes sociais que o centro energético iraniano da ilha de Kharg estava sendo reduzido a escombros, acompanhado de vídeo gerado por inteligência artificial. O Irã negou o ataque à ilha e afirmou que as operações de petróleo continuam.
O impacto da situação já é visível no transporte marítimo. O número de embarcações de commodities que passaram pelo Estreito de Ormuz durante o fim de semana caiu para cinco por dia, conforme dados de transporte marítimo, refletindo a cautela de empresas preocupadas com ataques a navios. A United Kingdom Maritime Trade Operations registrou que um navio-tanque foi atingido por um projétil enquanto navegava na região.
Na semana que vem, investidores americanos terão novos dados sobre a saúde da economia dos EUA. O relatório de empregos de agosto será divulgado na manhã de sexta-feira, junto com os índices de atividade dos setores industrial e de serviços. Esses dados terão peso importante na avaliação do cenário econômico americano em meio às tensões geopolíticas.
Matéria reescrita por inteligência artificial do Pense Mercado a partir das fontes acima, sob as regras da nossa política editorial. Não constitui recomendação de investimento.