Petrobras lucra R$ 52,4 bilhões no 2º trimestre, superando expectativas
A Petrobras reportou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, resultado que superou as expectativas do mercado, que projetava R$ 50,8 bilhões. Na comparação anual, o resultado representa alta de 96,8%, consolidando um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da companhia.
O desempenho foi impulsionado principalmente pela produção recorde de petróleo e derivados, pelos preços mais elevados do Brent e pela forte geração de caixa. A receita líquida atingiu R$ 169,5 bilhões no trimestre, praticamente em linha com o consenso de mercado que projetava R$ 169,6 bilhões. O Ebitda ajustado alcançou R$ 93,8 bilhões, superando a expectativa de R$ 92,6 bilhões. Desconsiderando eventos exclusivos, o Ebitda chegou a R$ 100,6 bilhões, enquanto o lucro líquido ajustado atingiu R$ 55,8 bilhões.
A produção total cresceu 3,4% em relação ao primeiro trimestre, impulsionada pelo ramp-up dos novos sistemas de produção e pela entrada em operação da plataforma P-79, em Búzios. O refino também contribuiu significativamente para o desempenho, com a Petrobras atingindo fator de utilização das refinarias de 101,2%, recorde para a companhia. A produção de derivados aumentou 5,6%, com 68% do mix concentrado em produtos de maior valor agregado, como diesel, gasolina e querosene de aviação. A maior produção permitiu ampliar as exportações e reduzir a necessidade de importação de derivados.
O conselho de administração aprovou R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio referentes ao período. Segundo Fernando Melgarejo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, os recordes operacionais alcançados levaram a companhia a um dos maiores resultados trimestrais da história. "O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa", afirmou o executivo.
Os números já eram esperados pelo mercado desde a divulgação da prévia operacional, no fim de julho, quando a Petrobras informou produção recorde de petróleo e gás, avanço do refino e maiores exportações. Os custos e despesas operacionais somaram R$ 26,5 bilhões no trimestre, registrando alta de 44% em relação ao período anterior.
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