Petrobras lucra R$ 52,4 bi no 2T26 e supera consenso; Magazine Luiza tem prejuízo
A Petrobras (PETR4) registrou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), resultado que superou amplamente as estimativas do mercado e quase dobrou o desempenho do mesmo período do ano anterior. O balanço foi divulgado na quinta-feira (6), após o fechamento do mercado. O lucro de 2T26 representa avanço de 96,8% em comparação aos R$ 26,7 bilhões obtidos no segundo trimestre de 2025, e de 61% frente ao primeiro trimestre de 2026. Desconsiderando efeitos extraordinários, o lucro líquido recorrente da companhia chegou a R$ 55,8 bilhões.
O consenso de mercado havia projetado lucro líquido de R$ 50,8 bilhões para o período, enquanto a estimativa compilada pela Bloomberg era ainda mais conservadora, apontando cerca de R$ 45 bilhões. A companhia atribuiu o desempenho excepcional à produção recorde de petróleo e derivados, aos preços mais elevados do Brent e à forte geração de caixa.
Além do lucro líquido, a Petrobras reportou receita líquida de R$ 169,5 bilhões no trimestre, crescimento de 42,3% em relação ao 2T25 e praticamente em linha com a estimativa de R$ 169,6 bilhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 93,84 bilhões, avanço de 79,6% na comparação anual e acima da projeção de R$ 92,6 bilhões do consenso de mercado. Excluindo efeitos extraordinários, o indicador alcançou R$ 100,6 bilhões. O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 61,8 bilhões, alta anual de 46%, enquanto o fluxo de caixa livre somou R$ 38,6 bilhões no trimestre.
O conselho de administração da Petrobras aprovou R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio referentes ao período. No mercado internacional, as American Depositary Receipts (ADRs) da companhia operavam em alta no pré-market de Nova York na sexta-feira (7), com os papéis atrelados às ações preferenciais (PBRa) subindo 1,52%, a US$ 16,73, e os vinculados às ordinárias (PBR) avançando 0,76%, a US$ 18,66, refletindo a repercussão dos resultados entre investidores.
Em contraste, o Magazine Luiza (MGLU3) reportou prejuízo líquido de R$ 72,5 milhões no segundo trimestre de 2026, uma variação negativa de 197,5% ante o prejuízo de R$ 24,4 milhões reportado no mesmo período em 2025. Na linha ajustada, que desconsidera receitas e despesas não recorrentes, o prejuízo foi de R$ 50,4 milhões, ante lucro ajustado de R$ 1,8 milhão no mesmo período do ano anterior. Apesar do resultado negativo, que marca o segundo prejuízo da varejista neste ano após a entrega de lucros em 2025, o tom da administração permanece positivo em relação aos próximos trimestres.
Outro destaque corporativo foi a Hypera (HYPE3), que registrou lucro líquido de R$ 490 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. O conselho de administração aprovou a distribuição de R$ 185,2 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), equivalente a R$ 0,26 por ação. A farmacêutica destacou sua estratégia de crescimento em mercados de maior potencial, com a aprovação do Semavy, medicamento que marca sua entrada no segmento de GLP-1, classe que inclui as chamadas canetas para diabetes e emagrecimento.
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