Patrimônio de Flávio Bolsonaro soma R$ 8,1 milhões, com casa em Brasília liderando
O patrimônio declarado por Flávio Bolsonaro ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026 totaliza R$ 8.186.555,83 em bens e direitos. Um único imóvel responde pela maior parte desse montante: uma casa no Lago Sul, em Brasília, avaliada em R$ 6.226.043,80, o que representa aproximadamente 76% do patrimônio total do senador e candidato à Presidência pelo PL.
O segundo maior ativo na declaração é um fundo de investimento em cotas multimercado, informado por R$ 1.090.520,47. A documentação eleitoral não detalha os ativos específicos que compõem a carteira desse fundo. Complementam a composição do patrimônio R$ 568.730,23 em contas correntes, R$ 103.746,23 em poupança no Itaú e R$ 8.266,10 em CDB do Banco do Brasil. O CDB é um título emitido por instituição bancária, enquanto o fundo multimercado pode reunir diferentes tipos de investimentos conforme suas regras.
A relação de bens inclui ainda um veículo de 2014 declarado por R$ 133 mil e três participações societárias que somam R$ 56.249, entre as quais uma sociedade individual de advocacia. O arquivo eleitoral não apresenta uma avaliação independente do preço atual de mercado do imóvel, identificado apenas pelo tipo e localização geral.
Comparando a atual declaração com a de 2018, quando Flávio disputou o Senado pelo Rio de Janeiro informando R$ 1.741.758,15 em bens, verifica-se uma expansão nominal de aproximadamente R$ 6,44 milhões, o equivalente a um crescimento de 370% em oito anos. Essa comparação não foi corrigida pela inflação. Os registros eleitorais mostram os bens informados em cada candidatura, mas não permitem atribuir toda a diferença aos salários recebidos durante o período.
Flávio ocupa uma cadeira no Senado desde 2019, com mandato até 2027. O subsídio bruto mensal dos senadores está fixado em R$ 46.366,19 desde fevereiro de 2025. A legislação estabelecia anteriormente R$ 44.008,52 desde fevereiro de 2024 e R$ 41.650,92 a partir de abril de 2023. O valor legal do subsídio não corresponde necessariamente ao pagamento líquido mensal, que depende dos descontos e dos registros da folha de pagamento.
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