Papa Leão XIV diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar após cirurgia
O papa Leão XIV, de 71 anos, foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar após cirurgia realizada nesta terça-feira, 13, para retirada da parte inferior do pulmão direito. Segundo o Vaticano, o procedimento durou cerca de 90 minutos, e o pontífice retornou ao quarto do hospital Gemelli, em Roma. Exames adicionais avaliam se houve disseminação do câncer de pulmão.
O adenocarcinoma pulmonar é um tipo de câncer que se inicia nas células glandulares do epitélio, a camada de revestimento dos pulmões. Esse tipo de tumor pode aparecer também em outros órgãos, como mama e intestinos, e é considerado um dos cânceres mais comuns entre os tumores pulmonares em escala global. A doença afeta tanto homens quanto mulheres, e no Brasil são registrados cerca de 31 mil novos casos a cada ano.
Um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do adenocarcinoma pulmonar é o tabagismo, tanto na forma passiva quanto ativa. Porém, a exposição a agentes ambientais e ocupacionais, como amianto, sílica, radônio e poluição do ar, também pode aumentar a possibilidade do tumor. Doenças pulmonares pré-existentes, histórico familiar ou predisposição genética, com mutações em genes como EGFR, ALK ou KRAS, também constituem fatores de risco para a condição.
Muitos casos de adenocarcinoma pulmonar são assintomáticos no início, mas podem evoluir com sintomas como tosse persistente ou com sangue, conhecida como hemoptise, falta de ar (dispneia), dor no peito, fadiga e perda de peso sem causa aparente.
Segundo Helano Freitas, colíder do Centro de Referência em Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo, o cenário do tratamento do adenocarcinoma de pulmão mudou drasticamente para melhor nos últimos 15 anos, graças às terapias-alvo e à imunoterapia. Mutações no gene EGFR estão presentes em cerca de 20 por cento dos casos de adenocarcinoma de pulmão. Os inibidores de EGFR foram as primeiras terapias-alvo a demonstrar maior eficácia e melhor tolerância em relação à quimioterapia, há cerca de uma década. Desde então, existem três gerações de inibidores de EGFR, e o conhecimento sobre como o tumor consegue ficar resistente ao tratamento avançou consideravelmente. Como reflexo, os pacientes estão vivendo mais e melhor.
A imunoterapia também tem contribuído de maneira importante para o aumento de sobrevida dos pacientes com câncer de pulmão. No caso do câncer de pulmão de células não pequenas, a imunoterapia comprovadamente aumenta a sobrevida de pacientes com doença localmente avançada ou metastática.
Segundo o Vaticano, o pontífice deverá ficar afastado das atividades públicas por pelo menos uma semana.
Matéria reescrita por inteligência artificial do Pense Mercado a partir das fontes acima, sob as regras da nossa política editorial. Não constitui recomendação de investimento.