Operadores reduzem apostas em alta de juros do Fed em julho após inflação fraca
Os operadores dos mercados financeiros reduziram significativamente suas apostas de que o Federal Reserve aumentará a taxa básica de juros dos Estados Unidos na reunião de 28 e 29 de julho. A mudança ocorreu após a divulgação de um relatório do governo norte-americano que mostrou inflação bem abaixo do esperado no mês passado.
Segundo dados do Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho, o índice de preços ao consumidor (CPI) caiu 0,4% em junho, marcando a primeira baixa mensal desde maio de 2020. Economistas consultados pela Reuters previam queda de apenas 0,1% ante maio, após alta de 0,5% em maio. O resultado foi bem mais favorável do que as expectativas de mercado.
A probabilidade estimada pelos operadores de um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de juros na próxima reunião do Fed caiu de 35% para cerca de 15%. Apesar dessa redução dramática para julho, os operadores ainda atribuem cerca de 70% de probabilidade a um aumento em setembro, embora esse número tenha caído significativamente em relação aos mais de 90% registrados antes da divulgação do dado inflacionário.
Os mercados reagiram positivamente aos números. O Ibovespa futuro operou em alta nesta terça-feira, com o contrato com vencimento em agosto subindo 0,60%, aos 178.410 pontos, se recuperando das perdas da véspera. O dólar futuro operava com queda de 0,26%, aos R$ 5,146. Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em alta, com o índice japonês Nikkei 225 liderando os ganhos da região.
Em Wall Street, os índices futuros apresentavam comportamento misto: o Dow Jones Futuro caía 0,60%, o S&P Futuro recuava 0,08% e o Nasdaq Futuro tinha valorização de 0,58%. A volatilidade também era influenciada por outras questões, como o depoimento do novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, ao Congresso, e comentários anteriores do diretor do Fed Christopher Waller, que havia afirmado que o banco central dos EUA poderia precisar elevar a taxa de juros no curto prazo se a inflação continuar bem acima da meta de 2%.
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