Oncoclínicas registra prejuízo de R$ 475 milhões no segundo trimestre
A Oncoclínicas (ONCO3) apresentou piora significativa em seus resultados no segundo trimestre de 2025. Conforme documento enviado ao mercado nesta segunda-feira (14), a empresa registrou prejuízo de R$ 475,7 milhões, representando alta de 234% em relação ao mesmo período do ano passado, quando havia reportado prejuízo de R$ 142 milhões.
Considerando o resultado com itens não recorrentes, o prejuízo chegou a R$ 275 milhões, ante R$ 62 milhões no segundo trimestre de 2024. Este resultado reflete o momento delicado que a companhia atravessa na Bolsa, especialmente após a Justiça autorizar em agosto o prosseguimento de sua recuperação extrajudicial.
No contexto da recuperação, a Oncoclínicas busca o reperfilamento de dívidas financeiras quirografárias de aproximadamente R$ 5,1 bilhões, além de créditos intercompany. Apesar dos números negativos, a empresa conseguiu terminar o trimestre com Ebitda (resultado operacional) ajustado positivo em R$ 34,2 milhões, representando alta de 170% em relação ao primeiro trimestre e margem de 3,3%. No entanto, isso representa queda de 85,1% comparado ao mesmo período de 2024.
A receita líquida atingiu R$ 1,0477 bilhão, queda de 28,5% que, conforme a empresa informou, está relacionada ao volume de provisões de PCLD durante o trimestre. O número de procedimentos realizados foi reduzido, totalizando aproximadamente 114 mil no segundo trimestre em relação aos períodos anteriores. O ticket médio cobrado dos pacientes, porém, cresceu 9,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, resultado do repasse da inflação.
As despesas operacionais subiram 30%, alcançando R$ 513 milhões no trimestre. A Oncoclínicas reconheceu ajustes contábeis que impactaram "significativamente" o resultado do período. Entre eles está um impacto não recorrente de anos passados que gerou efeito de aproximadamente R$ 72 milhões no trimestre.
As despesas operacionais foram impactadas pelo reconhecimento de R$ 30,5 milhões de provisionamento de risco de perda de crédito relacionado à Unimed Leste Fluminense; R$ 78 milhões de impairment do BTS de Goiânia; e R$ 76 milhões de multa pela rescisão do contrato de locação do imóvel do Centro Paulista de Oncologia, localizado na Avenida Angélica, em São Paulo.
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