Nubank bate recorde com lucro de US$ 1,06 bilhão no 2º trimestre
O Nubank alcançou um marco histórico nesta quinta-feira ao divulgar seu balanço do segundo trimestre: lucro líquido de US$ 1,06 bilhão, representando uma alta de 49% na comparação anual em base neutra por efeitos cambiais. O resultado superou as estimativas de analistas consultados pela Visible Alpha, que projetavam US$ 967,2 milhões. É a primeira vez na história do banco digital que o lucro trimestral ultrapassa a marca de US$ 1 bilhão.
O desempenho da rentabilidade também chamou atenção. O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) chegou a 33%, uma alta de 4,8 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e 3,7 pontos percentuais acima das expectativas médias de analistas, que era de 30%. O indicador coloca o Nubank bem acima dos maiores bancos tradicionais do país, como o Itaú, que registra ROE na casa dos 24%.
A receita do banco também apresentou expansão significativa. A receita total atingiu US$ 5,8 bilhões, avanço de 39%, enquanto a receita financeira líquida de juros (NII) chegou a US$ 3,7 bilhões, com alta de 9%. A carteira de crédito total subiu 37% no ano e 5% no trimestre, alcançando US$ 39,4 bilhões, sendo US$ 26 bilhões de cartões de crédito, US$ 10,3 bilhões de crédito sem garantia e US$ 3,1 bilhões de crédito com garantia.
No aspecto da inadimplência, que tem preocupado investidores diante da deterioração do cenário econômico, o banco não registrou piora significativa. A inadimplência de longo prazo, acima de 90 dias, subiu apenas 0,3 ponto percentual para 6,9%, movimento que o banco atribui principalmente à migração sazonal dos atrasos iniciais registrados no primeiro trimestre. A inadimplência de curto prazo, de 15 a 90 dias, também subiu 0,3 ponto percentual para 4,8%, mas apresentou queda de 0,2 ponto percentual no trimestre. Segundo o Nubank, a maior parte da melhora veio da sazonalidade, parcialmente compensada pela expansão deliberada em segmentos de maior risco e maior retorno.
O custo de crédito também recuou 9% no trimestre, chegando a US$ 1,7 bilhão, principalmente em função da melhora sazonal normalmente observada nos atrasos iniciais durante o segundo trimestre. O resultado positivo já se refletiu no mercado: a ação do banco disparou 10% no after-market na bolsa de Nova York. O banco, que historicamente era conhecido por não gerar lucro, vem saindo de um período de ceticismo do mercado causado pela alta da inadimplência e dos investimentos, particularmente em operações internacionais como nos Estados Unidos.
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