MXRF11 cresce 25,7% em lucro e distribui dividendos com yield de 1,08%
O fundo imobiliário MXRF11 encerrou agosto de 2026 com resultado de R$ 53,198 milhões, registrando avanço de 25,7% em relação ao mês anterior. As receitas totalizaram R$ 57,273 milhões no período, enquanto as despesas operacionais somaram R$ 4,075 milhões.
A distribuição de proventos alcançou R$ 56,721 milhões, superando o resultado apurado no mês, com pagamento de R$ 0,10 por cota. Os rendimentos foram creditados em 15 de setembro de 2026 aos investidores que mantinham posição ao término do pregão de 31 de agosto. Considerando a cotação de fechamento de R$ 9,28, o pagamento representou um dividend yield mensal de aproximadamente 1,08%.
Segundo a gestão do fundo, a distribuição correspondeu a 98,50% do CDI no período, já contemplando a isenção tributária, e alcançou 115,88% do CDI após o gross-up de 15%. Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas nas condições previstas na legislação.
A carteira do fundo passou por movimentações relevantes em agosto, com novas aquisições, reforço de posições e vendas parciais de CRIs. Entre as maiores alocações, houve aumento de R$ 141 milhões na exposição ao CRI Uberlândia Refrescos e destinação de R$ 100 milhões ao CRI Mateus TRX CDI. O fundo também realizou aportes adicionais de R$ 18 milhões no CRI Q2 Direcional e de R$ 10 milhões no CRI JK Square.
Três novas operações foram incorporadas à carteira. O fundo comprou R$ 130 milhões do CRI Leroy Obramax, a IPCA + 8,025% ao ano, R$ 43,9 milhões do CRI MPD Figueira Leopoldo, a CDI + 2,00% ao ano, e R$ 18 milhões do CRI Cyrela Guerini, a CDI + 4,75% ao ano. Nesse último papel, houve aplicação adicional de R$ 41 milhões em setembro, conforme atualização do relatório.
Em paralelo, ocorreram vendas parciais nos CRIs Uberlândia Refrescos, Por do Sol, B32, FS Infra, ArcelorMittal e FGR. Na distribuição setorial da carteira de CRIs, o segmento residencial concentrava 27,60% das posições, seguido por varejo alimentício, com 16,85%, e varejo, com 16,02%. Em um cenário de juros elevados, a gestão segue monitorando as empresas emissoras do portfólio, com foco na estrutura financeira, nos balanços e nos potenciais efeitos do custo da dívida sobre as operações.
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