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Lula e Trump reabrem canal direto; Brasil busca neutralizar adversários na administração americana

🕐 21/08/2026 às 19:00 👁 7 visualizações
Lula e Trump reabrem canal direto; Brasil busca neutralizar adversários na administração americana
O presidente Lula telefonou para Donald Trump nesta sexta-feira, 21, em estratégia para contornar funcionários americanos hostis. Os dois presidentes discutiram relações bilaterais, guerras e papel da ONU, com Trump afirmando que podem falar diretamente sempre que necessário.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira, 21, em uma ação que integra uma estratégia do governo brasileiro voltada a neutralizar adversários dentro da administração americana. Durante a conversa, Lula buscou pontos de convergência, fez elogios às interações prévias entre os dois líderes, agiu com cordialidade e conseguiu reabrir o canal direto em alto nível político. Segundo relatos, nenhum desentendimento foi explicitado durante o diálogo.

O foco principal da conversa foi a relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos. Contudo, os presidentes também discutiram as guerras globais e o papel das Nações Unidas, assuntos que contextualizam telefonemas recentes que Lula fez aos presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin. Ao encerrar a chamada, Trump disse a Lula ter gostado da conversa e afirmou que os dois podem falar entre si sempre que acharem necessário, sem recorrer a intermediários ou percorrer caminhos burocráticos.

Lula recordou sua visita em maio a Washington, descrita como um momento "excelente", e enfatizou que ambos conseguem fazer muitas coisas juntos, necessitando retomar os contatos. Trump demonstrou apreço por Lula novamente, comportamento que mantém em encontros anteriores, inclusive perguntando sobre o período da prisão na Operação Lava Jato.

Para o governo Lula, esse tipo de interação direta entre presidentes é efeito desejável. Segundo integrantes do governo, a experiência mostra que a interação com outros escalões da administração americana tem sido marcada por turbulências, hostilidade ideológica e interferência da oposição. Avaliações internas indicam que o contato entre presidentes pode "desarmar a oposição" e tornar "mais difícil" que o próprio Trump tome posição contra Lula durante campanhas eleitorais. O mesmo não se pode dizer de outras figuras do governo americano.

O governo brasileiro deixa claro, de forma recorrente, que enxerga tentativas do Departamento de Estado de interferir na disputa política brasileira em favor de Flávio Bolsonaro (PL), candidato de oposição que mais rivaliza com o petista. A estratégia do Palácio do Planalto é, por meio do contato direto entre os presidentes, contornar funcionários da administração americana considerados mais hostis.

Integrantes do governo petista se queixam que, quando a interação desce do patamar presidencial, os combinados entre Lula e Trump caem num "redemoinho". O principal ator no primeiro escalão americano é o secretário de Estado, Marco Rubio, descrito como interlocutor dos Bolsonaro e adversário histórico da esquerda latino-americana.

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Ativos mencionados
PL
Fontes
🔗 InfoMoney (fonte principal) 🔗 Money Times: O que Lula e Trump conversaram, o que ficou de fora e qual estratégia do governo

Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.

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