Jim Cramer classifica queda das ações do Walmart como "excessiva"
Jim Cramer questionou a intensidade da queda nas ações do Walmart (NASDAQ:WMT), classificando o movimento como excessivo. Em comentário durante episódio de 27 de maio, Cramer observou que as ações da varejista chegaram a cair 5% em determinado momento, fechando o dia em queda de 3,9%, o que colocou o papel no vermelho no acumulado do ano. A ação caiu 26 pontos de seu pico, movimento que o analista considerou desproporcional.
O Walmart é uma empresa que opera lojas de varejo, clubes de depósito e plataformas de comércio eletrônico que vendem alimentos, produtos essenciais do dia a dia, artigos para casa, roupas, eletrônicos e outros itens. Cramer expressou ceticismo em relação à tese que motivaria a venda das ações. Segundo essa tese, a queda nos preços do petróleo levaria a uma redução subsequente nos preços da gasolina, o que eliminaria a necessidade dos consumidores buscarem economizar comprando no Walmart. Para Cramer, essa lógica é "nonsense".
O analista reconheceu que pode ser difícil justificar pagar 37 vezes o lucro do Walmart, mas argumentou que a magnitude da queda recente não se sustenta pelos fundamentos da empresa. Em avaliação mais detalhada dos resultados trimestrais, Cramer afirmou que o mercado reagiu com dureza aos números da varejista. As ações caíram 7,2% na quinta-feira anterior ao episódio comentado. O Walmart igualou as expectativas de Wall Street para vendas em mesmas lojas nos Estados Unidos, com crescimento de 4,1%. A empresa também obteve pequena superação na receita, enquanto lucros ficaram em linha com o esperado, com crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A empresa optou por não elevar suas projeções para o ano completo, mantendo estimativas abaixo do que Wall Street esperava. A administração argumentou que simplesmente reiterar a previsão anterior deveria ser visto como positivo, considerando o impacto dos preços mais elevados de combustível. Contudo, a empresa também abordou novas pressões sobre o consumidor, informação que o mercado recebeu negativamente. Cramer ressaltou que não se quer ouvir falar sobre pressões no consumidor, o que explica a reação negativa do mercado aos resultados. Ele também observou que o Walmart é relativamente caro em comparação com sua taxa de crescimento.
Apesar das críticas do mercado, Cramer mantém visão construtiva sobre a empresa no longo prazo. Para ele, a retração atual representa uma oportunidade rara de compra. A situação do Walmart não se limitou a essa varejista. Durante o mesmo período, Cramer também comentou sobre recuos excessivos em outras ações. A empresa TJX também experimentou queda que o analista classificou como "realmente excessiva".
Em contexto mais amplo, Cramer discutiu também as ações da Advanced Micro Devices (NASDAQ:AMD) durante episódio de 30 de junho. Para o analista, a queda nas ações da AMD apresentava uma oportunidade de compra. Cramer afirmou: "Gosto de AMD nessa queda". Ele observou que não se tratava de uma grande queda, mas destacou que dificilmente se consegue esse tipo de oportunidade para comprar a ação com sua combinação de GPUs e CPUs, ambos em alta demanda. A Advanced Micro Devices é uma empresa que projeta e fabrica processadores, placas gráficas e chips de inteligência artificial para computadores, servidores e sistemas de games. Durante seus comentários, Cramer elogiou a atuação da CEO Lisa Su, recomendando que os investidores assistissem a seu recente discurso de formatura no MIT.
Também no episódio de 30 de junho, Cramer comentou sobre a Corning (NYSE:GLW). Ele observou que a ação da Corning sofreu a queda mais severa entre todas as ações do S&P 500 naquele dia, descrevendo o movimento como "extremo". Cramer explicou que a fibra óptica da Corning poderia substituir cobre em data centers como conectores e potencialmente, um dia, até dentro dos próprios chips, eliminando o cobre quente. A Corning Incorporated desenvolve fibra óptica, cabos e hardware relacionado para telecomunicações, além de produzir substratos de vidro para displays usados em TVs, computadores e dispositivos móveis. Quando questionado sobre a ação durante o episódio, Cramer revelou que havia vendido parte das ações da Corning para sua carteira naquele dia. Ele aproveitou para criticar a si mesmo por suas decisões anteriores envolvendo Microsoft, NVIDIA, Apple, Meta e Amazon, afirmando que possuía uma grande quantidade de ações da Corning.
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