Ibovespa marca 8ª queda consecutiva, fenômeno raro em mais de 20 anos
O Ibovespa encerrou nesta quinta-feira (13) seu oitavo pregão consecutivo em queda, acumulando perdas de 6,12% ao longo dessa sequência. O principal índice da Bolsa brasileira recuou 0,23%, encerrando aos 167.100,95 pontos, após oscilar entre a mínima do dia de 166.196,92 pontos e a máxima de 168.515,49 pontos. O volume financeiro movimentado somou R$ 22,4 bilhões. Simultaneamente, o dólar à vista avançou 0,25%, atingindo R$ 5,1925.
Embora o Ibovespa tenha esboçado uma reação durante a manhã em meio aos dados de inflação dos Estados Unidos, o índice perdeu forças ao longo do pregão. O movimento reflete a repercussão de uma nova bateria de resultados corporativos e a saída de capital estrangeiro da bolsa brasileira, com o mercado atento também às eleições. Entre as ações que pressionavam negativamente estava a Sabesp (SBSP3), que havia divulgado seu balanço do segundo trimestre na véspera, e o Banco do Brasil (BBAS3), que mantém a inadimplência sob pressão. Em sentido contrário, a Rede D'Or (RDOR3) atuava como contrapeso positivo com a repercussão favorável de seu resultado.
Segundo levantamento da Elos Ayta, sequências de oito pregões consecutivos em queda foram registradas em apenas sete ocasiões desde janeiro de 2000, incluindo a atual. A última ocorrência dessa magnitude aconteceu em 10 de agosto de 2023, quando o Ibovespa acumulou uma queda de 2,95% ao longo dos oito pregões. Nas demais vezes em que isso ocorreu, as perdas foram significativamente maiores: queda de 11,87% em 2000, 17,20% em 2001, 11,73% em 2012, 9,47% em 2015 e 9,19% em 2022.
A Elos Ayta destacou que o movimento atual chama atenção não apenas pela duração da sequência, mas também pela intensidade da correção. Apesar de a queda acumulada de 6,12% ainda estar abaixo das maiores sequências observadas desde 2000, o Ibovespa passa a integrar um grupo bastante restrito de períodos em que o mercado registrou oito pregões consecutivos de baixa.
No mercado internacional, dados mais comportados de inflação nos Estados Unidos reforçaram algumas esperanças entre investidores. Segundo Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3, a leitura do Índice de Preços ao Consumidor (CPI), divulgado na véspera, e do Índice de Preços ao Produtor (PPI), informado nesta quinta-feira, reforça a percepção de que o Federal Reserve (Fed) pode manter os juros no nível atual, entre 3,5% e 3,75%, nas próximas reuniões. Isso reduziria a probabilidade de aperto monetário já em setembro, um cenário que poderia ajudar a melhorar o ambiente para mercados emergentes.
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