Ibovespa futuro sobe no último pregão antes do 2º turno; IPCA-15 vem fraco
O Ibovespa futuro iniciou esta sexta-feira em alta, no último pregão antes do segundo turno das eleições presidenciais. O contrato de dezembro (INDZ26) subia 0,78%, aos 207.750 pontos, no período da manhã. A abertura positiva reflete a movimentação dos investidores em ajuste de posições na véspera do pleito marcado para este domingo.
A disputa eleitoral entre o senador Flávio Bolsonaro, do PL, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, segue acirrada. Pesquisa Datafolha divulgada esta semana mostrou empate técnico entre os candidatos, com cada um recebendo 50% dos votos válidos. No levantamento anterior do Datafolha, publicado uma semana antes, Flávio Bolsonaro contava com 51% dos votos válidos contra 49% de Lula. Nos votos totais, Flávio mantém 47%, enquanto Lula avançou de 45% para 46%. Outras pesquisas da Alfa Inteligência, Ipespe/Abrapel, Real Time Big Data, Veritá e Vox Brasil devem ser divulgadas ainda nesta sexta-feira, acompanhadas de perto pelos investidores. À noite, os dois candidatos participarão de debate transmitido pela TV Globo, último da campanha eleitoral.
Além do cenário político, o mercado absorve dados de inflação. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, subiu 0,32% em outubro, apresentando desaceleração na comparação mensal após alta de 0,70% em setembro. No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 atingiu 4,62%, acima dos 4,47% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. No ano, acumula alta de 4,15%. O indicador permanece dentro do teto da meta do Banco Central, que é de 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.
No âmbito corporativo, o Bradesco divulgou balanço de terceiro trimestre com lucro em linha com as expectativas do mercado, acompanhado pelo anúncio de um programa de recompra de ações. O resultado movimentou as discussões entre investidores nesta sexta-feira.
No exterior, as tensões geopolíticas pressionam os preços do petróleo. O contrato Brent para dezembro subia 1,12%, cotado a US$ 114,44 por barril. A escalada é provocada por novos ataques de militantes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, contra a Arábia Saudita, além de relatos de que Estados Unidos e Israel elaboraram planos para novos ataques ao Irã após as eleições legislativas de meio de mandato nos EUA, marcadas para 3 de novembro. O Brent caminha para uma alta de mais de 3% na semana.
O dólar futuro operava com baixa de 0,04% na B3, aos R$ 5.060. Já o dólar à vista abriu a R$ 5.0557, com avanço de 0,32%. O DXY, índice que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, operava com avanço de 0,22%, aos 101.824 pontos. A despeito da alta do Ibovespa futuro em São Paulo, o EWZ, principal ETF de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, recuava 0,57% no pré-mercado, cotado a US$ 41,60.
Em Wall Street, o movimento era defensivo. O Dow Jones futuro operava em baixa de 0,59%, o S&P 500 caía 0,22% e o Nasdaq tinha desvalorização de 0,02%. De acordo com analistas da Ágora Investimentos, o exterior mais defensivo e o petróleo em alta podem limitar o apetite por Ibovespa e real, com os juros futuros sensíveis ao cenário eleitoral.
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