Ibovespa Futuro sobe 8% após resultado do primeiro turno eleitoral
O Ibovespa Futuro operou em forte alta nos primeiros negócios desta segunda-feira (5), impulsionado pelo resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. Às 9h05, horário de Brasília, o contrato subia 8,43%, alcançando 209.280 pontos.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio liderou com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula somou 45,16%, representando uma vantagem de aproximadamente 2,2 milhões de votos para o senador. O resultado contrariou a maior parte das pesquisas divulgadas na reta final e criou um novo ponto de partida para as operações do mercado financeiro.
Em seu discurso, Flávio afirmou que o resultado das urnas decreta o fim da era PT e comprometeu-se com o fim da reeleição caso eleito, afirmando que precisará apenas de um mandato para resolver os problemas do país. Lula, por sua vez, tentou injetar ânimo em seus apoiadores ao prometer que começará imediatamente uma nova campanha para virar o resultado na votação decisiva marcada para 25 de outubro.
O desempenho positivo não ficou restrito ao mercado local. O ETF MSCI Brasil, listado na bolsa de Frankfurt, subia mais de 14%, enquanto ações de empresas brasileiras negociadas no exterior, incluindo Itaú Unibanco e Petrobras, se valorizavam. Na B3, o dólar à vista futuro caía 4,66%, cotado a R$ 5,008 na venda.
Os mercados asiáticos da região Ásia-Pacífico fecharam em alta generalizada nesta segunda-feira, impulsionados pela recuperação do fluxo de petróleo do Oriente Médio, embora os elevados rendimentos dos títulos do Tesouro mantivessem os investidores apreensivos. Os mercados da China continental e da Coreia do Sul permaneciam fechados devido a feriados.
No exterior, as bolsas americanas operavam com variações negativas reduzidas. O Dow Jones Futuro recuava 0,05%, o S&P Futuro caía 0,06% e o Nasdaq Futuro apresentava queda de 0,17%. Preocupações com a situação fiscal da França levavam o euro a cair para o menor nível em 17 meses e pressionavam os ativos franceses, embora a redução das apostas em uma alta dos juros pelo Federal Reserve neste mês desse suporte aos mercados de forma mais ampla.
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