Ibovespa cai pelo segundo dia seguido; dólar retorna aos R$ 5
O Ibovespa registrou a segunda queda consecutiva nesta quarta-feira, recuando 0,74% e encerrando aos 204.302,33 pontos, uma perda de 1.532,96 pontos. O principal índice da B3 oscilou entre 204.176,12 e 206.877,47 pontos durante o pregão, com volume financeiro de R$ 40,3 bilhões. O movimento reflete uma correção após a forte alta de 7,70% registrada no dia seguinte ao primeiro turno das eleições.
O real interrompeu uma sequência de três altas e o dólar comercial avançou 0,70%, fechando em R$ 5,011. Os DIs (juros futuros) terminaram o pregão de forma mista, sem direção única clara.
O movimento de cautela dos investidores contrasta com a euforia que marcou o mercado nas sessões anteriores. Grandes instituições passaram a adotar uma postura mais construtiva para ações, câmbio e fluxo de capitais. O Itaú BBA reforçou a recomendação de compra para ações brasileiras no contexto da América Latina após o rali do primeiro turno, considerando que a precificação do mercado agora é compatível com um cenário de ajuste fiscal gradual. Morgan Stanley, JPMorgan e Goldman Sachs também adotaram visão mais construtiva, embora todos ressaltem que a continuidade do movimento dependerá da trajetória fiscal do país.
O forte ingresso de capital estrangeiro na Bolsa brasileira nas últimas semanas intensificou-se após o primeiro turno, com investidores estrangeiros aportando cerca de R$ 10 bilhões em um único pregão. Analistas avaliam que ainda existe espaço relevante para novas entradas de recursos, apesar da realização de lucros observada nesta quarta-feira.
Diante da necessidade de maior clareza sobre as políticas econômicas, a XP passou a promover um aumento disciplinado do risco nas carteiras após o primeiro turno, refletindo a estratégia de aproveitar a janela de oportunidade enquanto aguarda maiores definições sobre o cenário fiscal futuro.
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