Ibovespa avança 0,52% e supera 171 mil pontos com suporte da Axia
O Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira em alta de 0,52%, atingindo 171.258,87 pontos, demonstrando resiliência diante de um cenário desfavorável nos mercados internacionais. O índice de referência do mercado acionário brasileiro recuou até 168.495,17 pontos na mínima do dia, mas recuperou-se significativamente, alcançando 171.720,29 pontos na máxima. O volume financeiro movimentado foi de R$ 21,64 bilhões, abaixo da média diária de R$ 32,36 bilhões.
A bolsa paulista iniciou o pregão pressionada pelo movimento negativo observado nas principais praças acionárias internacionais, que refletiam perdas acentuadas no setor de tecnologia em meio a preocupações envolvendo investimentos em inteligência artificial financiados por endividamento. O índice norte-americano S&P 500 fechou em queda de 1,44%, replicando o tom dos mercados europeus e asiáticos. Apesar desse contexto adverso, o Ibovespa conseguiu deslocar-se do movimento internacional, evidenciando força relativa do mercado doméstico.
A sessão foi marcada pela divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana anterior, quando o Banco Central reduziu a taxa Selic para 14,25% ao ano. No documento, a autoridade monetária indicou que combinará momentos de pausa e retomada no ciclo de cortes da taxa Selic, projetando levar a inflação à meta de 3% no primeiro trimestre de 2028, um prazo mais extenso do que o usual. Segundo a equipe econômica do C6 Bank, a ata sugere a possibilidade de uma pausa na próxima reunião e retomada posterior dos ajustes. O banco avaliou que "a inflação elevada, as expectativas de inflação acima da meta e o mercado de trabalho aquecido tornam cada vez mais difícil justificar novos cortes de juros".
Entre os destaques positivos da sessão, a Axia (AXIA3) fechou em alta de 2,59%, marcando o terceiro pregão consecutivo de ganhos. O conselho de administração da empresa elétrica aprovou a captação de debêntures simples com prazo de dez anos no montante de R$ 800 milhões, com possibilidade de lote adicional de até 25% do volume da emissão, potencialmente elevando o total da operação a R$ 1 bilhão. Essa aprovação funcionou como principal suporte para o índice durante a sessão.
No câmbio, o dólar encerrou em alta de 0,88%, cotado a R$ 5,18, refletindo também a volatilidade observada nos mercados em função das incertezas relacionadas à política monetária doméstica e ao cenário internacional.
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