Grupo Gennius entra em recuperação judicial com dívidas de R$ 265 milhões
O Grupo Gennius, controlador das redes Habib's e Ragazzo, ingressou oficialmente em recuperação judicial. A medida foi deferida pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e envolve um total de 178 empresas ligadas ao conglomerado.
Com dívidas de R$ 265 milhões, a empresa afirma que a recuperação judicial integra um processo de reestruturação financeira com objetivo de preservar a continuidade e a sustentabilidade dos negócios. Segundo comunicado do grupo, as operações seguem funcionando normalmente, incluindo o atendimento aos clientes e a rotina das unidades.
A recuperação abrange dez franqueadoras e holdings de participação, 17 empresas operacionais, seis churrascarias Tendal, 119 lojas Habib's e 26 unidades Ragazzo. O Grupo Gennius reúne mais de 300 restaurantes distribuídos por cerca de 90 cidades brasileiras.
O grupo atribui a deterioração de sua situação financeira a uma combinação de fatores. Entre eles estão os efeitos da pandemia de Covid-19 sobre o varejo entre 2020 e 2022, a mudança nos hábitos de consumo com o avanço das plataformas de delivery e o aumento dos juros e do custo de capital.
Antes do pedido de recuperação, a empresa já buscava alternativas para evitar o processo. Em julho, a Justiça de São Paulo concedeu ao Grupo Gennius uma medida cautelar que suspendeu por 60 dias as execuções de dívidas. Naquele momento, o endividamento informado à Justiça era superior a R$ 300 milhões, chegando a R$ 312,4 milhões. A proteção judicial foi utilizada para que o grupo negociasse com os credores por meio de um procedimento de mediação, mas a negociação não foi suficiente para evitar o pedido de recuperação judicial.
Com o deferimento da recuperação, foram suspensas as ações e execuções contra as empresas abrangidas pelo processo, respeitadas as exceções previstas na legislação. O grupo terá 60 dias, sem possibilidade de prorrogação, para apresentar um plano de recuperação aos credores. A Justiça também determinou a manutenção de contratos e do fornecimento de insumos e serviços essenciais, desde que os pagamentos correspondentes sejam realizados à vista, medida que busca preservar a operação das lojas enquanto a companhia negocia a reestruturação.
Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.