Futuros de NY sobem e petróleo desaba após Trump anunciar negociações com Irã
Os índices futuros de Nova York registram ganhos nesta segunda-feira, com o mercado respondendo positivamente ao anúncio do presidente Donald Trump sobre o reinício de negociações entre Estados Unidos e Irã. O Dow Jones Futuro sobe 0,57%, enquanto o S&P 500 Futuro avança 0,47% e o Nasdaq Futuro registra alta de 0,32%.
O movimento altista dos futuros americanos contrasta com o desempenho do petróleo, que sofre queda expressiva. O Brent chegou a cair mais de 7%, atingindo US$ 81,55 o barril, após Trump afirmar ter concordado em cancelar um grande ataque ao Irã. O presidente disse a jornalistas no domingo, a bordo do Air Force One, que seria "o maior ataque desde a Segunda Guerra Mundial" e que optaria por buscar um acordo diplomático. A decisão teria sido influenciada por aliados do Oriente Médio, incluindo a Arábia Saudita, que pediram priorização de negociações.
O anúncio de que uma nova rodada de negociações entre EUA e Irã começaria nesta segunda-feira aumenta o otimismo de que os dois países possam chegar a um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz. A possibilidade de uma trégua surge após dias de escalada de tensões, período em que os EUA ameaçavam atingir a República Islâmica "com muita força" na tentativa de encerrar um conflito que já entra em seu sexto mês. A restrição na oferta provocada pela guerra elevou os preços dos combustíveis, alimentando temores de nova alta da inflação e abalando os mercados globais de ações, títulos e moedas.
O dólar também perdeu força após o anúncio. O dólar australiano, sensível ao apetite por risco, liderou os ganhos frente à moeda americana, enquanto o iene também se valorizou levemente. A moeda japonesa segue sendo monitorada por investidores atentos à possibilidade de novas intervenções coordenadas entre Japão e Estados Unidos para sustentar a cotação. Trump afirmou a jornalistas que uma operação coordenada realizada na semana anterior foi "um sinal de amizade", enquanto a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, deve anunciar já nesta segunda-feira que os dois governos estão atuando de forma coordenada.
Nos mercados europeus, a reação é de avanços generalizados. O STOXX 600 sobe 0,35%, com o DAX da Alemanha liderando os ganhos ao subir 1,31%, seguido pelo CAC 40 da França com alta de 1,01% e o FTSE MIB da Itália com 0,71%. O FTSE 100 do Reino Unido recua levemente 0,01%. As ações do setor de viagens e lazer avançam 1,79%, seguidas pela construção civil com 1,6% e bens industriais com 1,2%. As empresas de petróleo e gás, porém, despencam 1,79%, acompanhando a queda dos preços do petróleo.
Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam em direções opostas. A Coreia do Sul registra o principal resultado negativo, com o Kospi despencando mais de 5%, devolvendo parte da forte valorização registrada na sessão de sexta-feira. Shanghai SE cai 0,59%, enquanto o Nikkei do Japão recua 0,94%. Por outro lado, o Hang Seng Index de Hong Kong sobe 0,48%, o Nifty 50 da Índia avança 0,86% e o ASX 200 da Austrália registra alta de 0,47%.
Nos Estados Unidos, a semana será marcada pela divulgação de resultados de empresas como McDonald's, Kraft Heinz, Costco Wholesale, Walt Disney, Palantir Technologies e Advanced Micro Devices. Investidores também acompanharão indicadores do mercado de trabalho, com destaque para o relatório oficial de emprego que será divulgado na sexta-feira. O consenso da FactSet prevê que a economia americana tenha criado 87,5 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola em julho, acima das 57 mil registradas em junho. A taxa de desemprego deve subir levemente, de 4,2% para 4,3%.
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