Fundos Suno Asset negociam R$ 19,6 milhões com anúncio de aumento de dividendos
Os fundos administrados pela Suno Asset encerraram o pregão desta segunda-feira com forte liquidez no mercado secundário, impulsionados pela divulgação de novos pagamentos de dividendos aos cotistas. A movimentação coincidiu com a data-base para recebimento dos proventos anunciados pelos produtos da gestora.
Somados, os fundos negociaram aproximadamente R$ 19,6 milhões em volume financeiro, demonstrando apetite dos investidores pelos ativos listados. Ao longo da sessão, os principais fundos mantiveram liquidez consistente, com oscilações contidas nas cotações.
O SNEL11, fundo de energia renovável, liderou o volume de negociações entre os produtos da gestora ao movimentar aproximadamente R$ 10,4 milhões. As cotas fecharam a R$ 8,43, com variação negativa de 0,24%. O fundo manteve a distribuição de R$ 0,10 por cota.
Na sequência, o SNAG11, Fiagro de crédito, registrou R$ 4,4 milhões em negócios, avançando 0,29% para encerrar a R$ 10,23. O fundo anunciou distribuição de R$ 0,12 por cota.
O SNME11 apresentou um dos destaques da sessão ao negociar R$ 2,35 milhões, atingindo uma das maiores marcas de liquidez de sua história recente. O fundo encerrou o dia a R$ 9,49, com leve queda de 0,11%. O destaque veio do anúncio de aumento de 50% nos dividendos, que passaram de R$ 0,10 para R$ 0,15 por cota. Esse crescimento do fluxo de investidores reflete a aprovação do mercado à política de distribuição mais generosa.
A estratégia do SNME11 se apoia na flexibilidade de gestão, com alocações em fundos imobiliários, certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e operações táticas voltadas a capturar ganhos adicionais. Em abril, o fundo apurou resultado distribuível de aproximadamente R$ 1,08 milhão. A carteira seguiu concentrada em FIIs, que representavam cerca de 69% da alocação, enquanto CRIs somaram aproximadamente 13% e caixa correspondeu a 17% do patrimônio.
No período de março e abril, a gestão vendeu aproximadamente R$ 2,6 milhões em posições de FIIs, realizando parte dos ganhos de capital acumulados em ativos que já apresentavam melhor precificação no mercado. Operações de arbitragem envolvendo BRCO11 geraram aproximadamente R$ 290 mil em ganhos de capital, enquanto arbitragens com GGRC11 adicionaram cerca de R$ 117 mil ao resultado. As movimentações táticas contribuíram com aproximadamente R$ 534 mil no mês, equivalente a cerca de R$ 0,07 por cota.
O portfólio de CRIs terminou o mês com yield médio próximo de 19,04% e duration reduzida de aproximadamente 0,5 ano, característica que mitiga a exposição a oscilações mais longas de juros e preserva o perfil tático da carteira de crédito.
O SNCI11, fundo imobiliário de recebíveis, também apresentou liquidez relevante com R$ 1,12 milhão negociados, subindo 0,37% para fechar a R$ 87,01. O fundo confirmou distribuição de R$ 1,00 por cota.
Os demais produtos também registraram movimentação. O SNID11, fundo de infraestrutura, movimentou R$ 177 mil e terminou a R$ 11,08, anunciando distribuição de R$ 0,12 por cota. O fundo de fundos SNFF11 registrou R$ 537 mil em volume e fechou a R$ 73,07, com distribuição de R$ 0,72 por cota. O Fiagro de terras agrícolas SNFZ11 negociou R$ 349 mil, fechando a R$ 9,74, mantendo proventos em R$ 0,10 por cota.
No campo societário, a gestora destacou a aprovação da incorporação de KISU11 pelo fundo SNME11. Juntamente com a fusão envolvendo SNFF11, o novo veículo poderá superar patrimônio líquido de R$ 800 milhões, ampliando escala operacional. A expectativa é que o movimento aumente a liquidez média diária, o número de cotistas e a capacidade estrutural para novas alocações. A gestão enxerga a posição elevada de caixa como um diferencial para capturar oportunidades em meio à volatilidade do mercado.
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