Fundos imobiliários mantêm estabilidade em distribuições de junho
Três fundos imobiliários confirmaram as distribuições de proventos referentes a junho de 2026, sinalizando estabilidade nos patamares de rendimento e reforçando a regularidade dos pagamentos aos cotistas.
O HSML11 definiu dividendos de R$ 0,75 por cota para a competência de junho de 2026, repetindo o montante pago no mês anterior. O pagamento ocorrerá em 7 de julho, com direito assegurado a quem estiver posicionado no encerramento do pregão de 30 de junho, data-base a partir da qual novas compras já não participam desta distribuição. Com a cotação de junho em R$ 85,70, o valor corresponde a um retorno mensal aproximado de 0,88%. A gestão do fundo revisou para cima o guidance de distribuição de 2026, com efeitos válidos desde maio, projetando pagamentos entre R$ 0,74 e R$ 0,78 por cota, sinalizando estabilidade no patamar observado nas últimas distribuições. O portfólio do HSML11, administrado com exclusividade pela Alqia, empresa do Grupo HSI, reúne oito shoppings em cinco estados, totalizando 187,9 mil metros quadrados. Entre os destaques operacionais, o Shopping Paralela registrou alta de 14% e acumula 11% em 2026. Via Verde avançou 11%, SuperShopping Osasco 10% e Granja Vianna 8%. Pátio Maceió ficou em mais 2% e Metrô Tucuruvi permaneceu estável. Pátio Cianê recuou 9%, efeito de uma base elevada em abril de 2025, enquanto Uberaba caiu 6% em meio às obras de expansão. O NOI cresceu 4% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 104,64 por metro quadrado, enquanto as vendas subiram 1% na comparação anual, para R$ 1.385,22 por metro quadrado.
O HGRU11 anunciou rendimento de R$ 0,95 por cota para a competência de junho de 2026, mantendo o mesmo patamar observado desde fevereiro. A data-base será o encerramento do pregão de 30 de junho de 2026, e o pagamento está previsto para 14 de julho de 2026. Com a cotação de fechamento de junho em R$ 131,49, o valor corresponde a um dividend yield mensal aproximado de 0,72%. O resultado de maio recebeu impulso com a venda de dois ativos. As duas lojas Pernambucanas negociadas adicionaram R$ 0,09 por cota ao desempenho, com taxa interna de retorno média ponderada de 27% e prêmio médio de 29% sobre os valores dos laudos patrimoniais. Em maio, a receita total somou R$ 1,14 por cota, enquanto o valor distribuível alcançou R$ 0,89 por cota. A distribuição média dos últimos 12 meses ficou em R$ 1,04 por cota até aquele momento, indicando estabilidade do fluxo de rendimentos. No cenário operacional, o mês foi de estabilidade, com vacância física permanecendo em 0,8%, mantendo a ocupação praticamente integral. O portfólio reúne 98 ativos distribuídos em 14 estados, com mais de 590 mil metros quadrados de área bruta locável. A alavancagem financeira encerrou maio em 5,5%, com passivo de R$ 298 milhões ligado à aquisição de imóveis, sendo R$ 96 milhões com vencimento em até 12 meses. A administração projeta desalavancagem para 5,1% ao fim de 2026 e redução adicional nos anos seguintes. A receita do fundo é concentrada em varejo alimentício (55%) e educacional (25%), com principais inquilinos sendo Carrefour (24%), Assaí (23%) e Pernambucanas (17%). O fundo também mantém posições estratégicas em seis fundos imobiliários, que representam 8,6% do patrimônio líquido.
O VGHF11 confirmou o pagamento de R$ 0,07 por cota em dividendos referentes a junho de 2026, mantendo o mesmo valor dos dois meses anteriores. Terá direito ao provento quem estava posicionado no encerramento do pregão de 30 de junho, com pagamento previsto para 7 de julho. A R$ 6,03, cotação de fechamento do mês, o repasse equivale a um retorno mensal aproximado de 1,16%. No acumulado de 12 meses até maio, a distribuição somou R$ 0,92 por cota, equivalente a 11,3% ao ano líquidos, ou IPCA mais 6,9% ao ano. A cota patrimonial recuou R$ 0,16 em maio, reflexo da desvalorização da carteira de fundos imobiliários, em linha com a queda de 1,32% do IFIX no mês. Na carteira VALOR ocorreram vendas líquidas de R$ 2,9 milhões, concentradas em cotas de fundos imobiliários líquidos, avançando para 52,9% dos ativos-alvo. Na carteira RENDA, as vendas líquidas somaram R$ 13,5 milhões em CRIs, encerrando maio com 47,1% dos ativos-alvo. O fundo detinha 102,3% do patrimônio líquido em ativos-alvo, distribuídos por 133 papéis que totalizam R$ 1,41 bilhão. Havia também R$ 43,3 milhões em operações de compromissada reversa de CRIs, equivalentes a 3,1% do patrimônio líquido, a um custo médio de CDI mais 0,84% ao ano. Os fundos imobiliários recebidos por investidor pessoa física são isentos de Imposto de Renda, desde que cumpridos os critérios previstos na legislação aplicável.
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