FIIs anunciam dividendos de agosto com yields entre 1,01% e 1,16%
Três fundos imobiliários importantes do mercado brasileiro anunciaram nesta semana a distribuição de dividendos referentes aos resultados de julho de 2026, reafirmando o compromisso com a geração de renda consistente aos seus cotistas.
O fundo MXRF11 (Maxi Renda) anunciou a distribuição de R$ 0,10 por cota em rendimentos. Terão direito ao pagamento os investidores que detiverem cotas ao encerramento do pregão de 31 de julho de 2026, data-base para o recebimento dos proventos. O pagamento será realizado em 14 de agosto de 2026. Considerando o preço de fechamento da cota em 31 de julho de R$ 9,58, o rendimento anunciado corresponde a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,04%.
Com patrimônio líquido de mais de R$ 4 bilhões, o MXRF11 distribuiu R$ 0,30 por cota no último trimestre de 2025, equivalente a R$ 0,10 ao mês, entregando um dividend yield anualizado de 15,45%, já considerando o gross-up do Imposto de Renda. A estratégia do fundo tem sido manter estabilidade nas distribuições, com baixa volatilidade ao longo do tempo. André Masseti, gestor do fundo na XP Asset, afirmou durante apresentação aos investidores: "Raramente a gente enxerga picos para cima ou para baixo nas distribuições. A nossa linha é suavizar os retornos".
Já o fundo GARE11 (Guardian Real Estate) informou a distribuição de R$ 0,083 por cota referente ao próximo pagamento de rendimentos. Farão jus ao provento os cotistas que estiverem com posição no fundo em 31 de julho de 2026, data-base definida para a distribuição. O pagamento dos dividendos está previsto para 7 de agosto de 2026. Com base na cotação atual das cotas, o rendimento corresponde a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,01%.
A estrutura societária do GARE11 utiliza subfundos para organizar seus imóveis. Segundo Gustavo Asdourian, sócio da Guardian, essa abordagem é implementada para ter flexibilidade e redução de custos. "A gente usa essa estrutura para ter flexibilidade e redução de custos, por exemplo, no ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis). Quando você compra cotas de um fundo, você não tem esse custo na aquisição. Isso pode gerar economia para o cotista", afirma. Ao invés de adquirir imóveis diretamente em todos os casos, o fundo estrutura determinados ativos dentro de veículos específicos, que funcionam como "caixinhas" separadas, modelo comparável às SPEs (Sociedades de Propósito Específicos) utilizadas por incorporadoras.
O fundo KNCR11 (Kinea Rendimentos Imobiliários) anunciou a distribuição de R$ 1,25 por cota em rendimentos aos seus cotistas. Terão direito ao pagamento os investidores posicionados no fundo ao fim do pregão de 31 de julho de 2026, data-base para o provento. O pagamento dos dividendos será realizado em 13 de agosto de 2026. Considerando a cotação atual das cotas, o rendimento anunciado representa um dividend yield mensal de aproximadamente 1,16%.
O KNCR11 ultrapassou recentemente a marca de R$ 10 bilhões em patrimônio líquido, atingindo aproximadamente R$ 11 bilhões sob gestão. Isso ocorreu após a conclusão de sua 12ª emissão de cotas em março de 2026, que captou R$ 3,18 bilhões, na maior oferta já realizada por um FII na indústria brasileira. Flávio Cagno, sócio e gestor da Kinea, afirmou: "O fundo atravessou diferentes momentos de mercado mantendo sua proposta de crédito imobiliário pós-fixado, com foco em ativos de qualidade, parceiros robustos e baixo nível de alavancagem".
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