Ferroviários confirmam greve nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade a partir de terça
Funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, operadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), confirmaram greve por tempo indeterminado a partir de zero hora desta terça-feira. A decisão foi tomada durante assembleia realizada na noite da segunda-feira, na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, localizada no Brás, centro da capital paulista.
Antes de ratificar a paralisação, representantes da categoria participaram de reunião com membros do Governo de São Paulo no Palácio dos Bandeirantes. Contudo, as conversas não foram suficientes para dissuadir os trabalhadores de prosseguir com a greve.
Os ferroviários reivindicam a reestatização das três linhas, que foram concedidas à iniciativa privada, além de garantias de que não serão demitidos após os ramais passarem a ser responsabilidade da concessionária TriviaTrens. A categoria também defende o Projeto de Lei 730/2025, apresentado pelo deputado federal Guilherme Cortez (PSOL), que autoriza a absorção dos trabalhadores da CPTM dessas linhas por órgãos ou entidades da Administração Pública direta ou indireta do Estado após a privatização.
Segundo Luiz Barbosa Neto Junior, liderança sindical que participou da reunião no Palácio dos Bandeirantes, a reivindicação central é a garantia da manutenção dos empregos nas linhas 11, 12 e 13. Junior relatou que o governo afirmou poder apoiar o PL em tramitação, mas não conseguiu garantir que os trabalhadores continuarão atuando. Aproximadamente 2.300 funcionários da CPTM correm risco de perder seus empregos caso não sejam reabsorvidos após o período de concessão.
Desde o dia 24, as três linhas voltaram a ser operadas pela CPTM por determinação do governo de São Paulo e da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), permanecendo sob gestão da companhia por 90 dias. A decisão foi tomada após falhas nas operações ocorridas na mesma semana em que a TriviaTrens assumiu o serviço. Um incidente de particular gravidade ocorreu no dia 23 de julho, quando um foco de incêndio foi registrado em uma composição nas proximidades da Estação Bresser-Mooca, causando transtornos aos passageiros e ao transporte público da capital.
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