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Dólar sobe com escalada de tensões no Oriente Médio e alta do petróleo

🕐 23/07/2026 às 10:00 👁 0 visualizações
Dólar sobe com escalada de tensões no Oriente Médio e alta do petróleo
O dólar à vista opera em alta nesta quinta-feira em meio a ataques no Mar Vermelho e ofensivas militares dos EUA contra o Irã. Petróleo aproxima-se de US$100 por barril, pressionando bolsas e aumentando preocupações inflacionárias globais.

O dólar à vista registra alta perante o real nesta quinta-feira, impulsionado pela escalada das tensões no Oriente Médio. Às 9h11, a moeda norte-americana operava com ganho de 0,41%, cotada a R$ 5,072 na venda, enquanto o dólar futuro para agosto, contrato mais negociado no mercado brasileiro, subia 0,25% na B3, aos R$ 5,082. No mercado à vista, o dólar era cotado a R$ 5,071 na compra e R$ 5,072 na venda.

Os movimentos do câmbio refletem o acirramento dos conflitos na região. Os houthis, alinhados ao Irã, afirmaram nesta quinta-feira ter atacado dois navios-tanque sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita. A ação representa uma ameaça ao abastecimento global de petróleo, abrindo um segundo ponto de estrangulamento no fornecimento da commodity, que se soma ao fechamento quase total do Estreito de Ormuz pelo Irã.

Paralelamente, os militares dos Estados Unidos executaram uma nova rodada de ataques contra o Irã por ordem do presidente Donald Trump, marcando a 12ª noite consecutiva de ofensivas norte-americanas. Os ataques provocaram novas retaliações iranianas, intensificando o ciclo de escalada no conflito.

A pressão nos preços de petróleo ganhou força com a commodity aproximando-se do patamar de US$100 por barril. O petróleo tipo Brent era negociado em cerca de US$98 por barril. A alta da commodity reacende preocupações com possível pressão inflacionária global, o que pode limitar o espaço para cortes de juros nas principais economias e afeta a dinâmica dos mercados acionários.

No Brasil, o Ibovespa Futuro operava em baixa nos primeiros negócios, pressionado pela alta dos preços do petróleo. Às 9h04, o contrato futuro com vencimento em agosto caía 0,32%, aos 178.160 pontos. Os mercados também assimilavam resultados decepcionantes da fabricante de chips STMicroelectronics, que provocaram queda de 15% em suas ações, além do plano da Alphabet de aumentar seus gastos com inteligência artificial em mais US$15 bilhões neste ano.

Na agenda econômica nacional, a Weg realizava teleconferência após divulgar balanço do segundo trimestre acima das expectativas do mercado. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participava em São Paulo de encontro com investidores e empresários organizado pelo Banco BTG Pactual, e concedia entrevista ao vivo à TV Bandeirantes às 19h.

Em Wall Street, o cenário também era de pressão. O Dow Jones Futuro recuava 0,56%, o S&P Futuro caía 0,56% e o Nasdaq Futuro apresentava desvalorização de 0,79%. O dólar futuro, paralelamente, operava com alta de 0,30%, aos R$ 5,085.

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Ativos mencionados
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Fontes
🔗 InfoMoney (fonte principal) 🔗 InfoMoney: Ibovespa Futuro recua com petróleo em alta e tensão no Oriente Médio

Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.

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