Cury lucra R$ 270,5 milhões no 2º trimestre com receita recorde de R$ 1,69 bilhão
A construtora Cury (CURY3) registrou lucro líquido de R$ 270,5 milhões no segundo trimestre de 2026, representando crescimento de 14,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação trimestral, contudo, houve recuo de 10,7% em relação ao primeiro trimestre.
A receita líquida atingiu R$ 1,69 bilhão, cifra que representa recorde para a companhia e um avanço de 25,5% ante o segundo trimestre de 2025. O desempenho refletiu-se também no indicador de retorno sobre o patrimônio (ROE), que ficou em 73,6% nos últimos 12 meses, 3,5 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período de 2025. A margem bruta ajustada permaneceu estável em 39,8% na comparação com o segundo trimestre do ano anterior.
A geração de caixa foi de R$ 144,9 milhões, crescimento de 40,2% em um ano. De acordo com a companhia, este foi o 29º trimestre consecutivo de geração de caixa positiva. No primeiro semestre de 2026, a geração de caixa chegou a R$ 238,2 milhões, avanço de 84,5% sobre os seis primeiros meses de 2025.
Apesar do crescimento da receita e do lucro, as vendas líquidas recuaram no trimestre. O indicador somou R$ 2,05 bilhões em VGV (Valor Geral de Vendas), queda de 9,5% ante o segundo trimestre de 2025. A velocidade de vendas líquida (VSO) caiu de 47,5% para 40,5%. O preço médio das unidades vendidas, porém, subiu 6,9%, chegando a R$ 331 mil. A companhia informou que 95,8% das vendas no trimestre tiveram preço unitário de até R$ 600 mil.
Nos lançamentos, a Cury colocou 11 empreendimentos no mercado, sendo oito em São Paulo e três no Rio de Janeiro, com VGV de R$ 2,26 bilhões, alta de 1,4% na comparação anual. O preço médio das unidades lançadas chegou a R$ 344,6 mil, crescimento de 2% em relação ao trimestre anterior.
O banco de terrenos da Cury alcançou R$ 26,1 bilhões em VGV, crescimento de 23,6% em 12 meses. A companhia atua nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro e encerrou o trimestre com 5.737 unidades produzidas, aumento de 41,8% ante o segundo trimestre de 2025.
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