PETR4 - - VALE3 - - ITUB4 - - BBDC4 - - WEGE3 - - IBOV - -
🗽 NYSE / Nasdaq

Curva de juros recua com alívio nos Treasuries e trade eleitoral

🕐 02/09/2026 às 19:00 👁 0 visualizações
Curva de juros recua com alívio nos Treasuries e trade eleitoral
A curva de juros brasileira recuou em todos os vértices nesta quarta-feira impulsionada por nova pesquisa eleitoral e queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, enquanto Wall Street também avançou com o alívio dos Treasuries.

A curva de juros brasileira recuou em todos os vértices nesta quarta-feira (2), movimentada por uma combinação de fatores: uma nova pesquisa eleitoral que reduziu a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

No segmento de curto prazo, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 fechou próximo da estabilidade a 13,575%, ante 13,585% do fechamento anterior. No médio prazo, o DI para janeiro de 2029 apresentou queda mais significativa, encerrando as negociações a 13,950% ante 14,110% do fechamento anterior, uma redução de 16 pontos-base. Durante o pregão, essa taxa bateu mínima com recuo de 20 pontos-base, alcançando 13,915%. No segmento de longo prazo, o DI para janeiro de 2036 recuou 16 pontos-base e terminou o dia a 14,320% ante 14,480% do fechamento da terça-feira anterior (1).

O alívio observado na curva brasileira acompanhou o movimento dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, que interromperam a sequência de altas ao longo da sessão. Por volta de 18h (horário de Brasília), o yield do Treasury de dois anos, mais sensível à política monetária, operava a 4,371% ante 4,394% do ajuste anterior. O retorno do título de dez anos, referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito, caía para 4,78%, de 4,796% do fechamento da terça-feira anterior.

O cenário eleitoral injetou apetite ao risco no mercado doméstico. De acordo com pesquisa Quaest, houve redução da vantagem do presidente Lula em um eventual segundo turno. A pesquisa aponta que Lula tem 37% das intenções de voto, Flávio Bolsonaro (PL) tem 29% e Cury vai a 10%. Marco Saravelle, estrategista-chefe da Krivo Capital, avaliou que "as pesquisas têm mostrado um cenário mais acirrado, sem um cenário definido de reeleição [do governo Lula]". Para Marcos Bassani, economista e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, "o movimento é relevante, já que uma parcela de investidores enxerga uma eventual troca de governo como um possível sinal de uma política econômica mais ortodoxa".

A redução da vantagem do petista sobre o senador reforçou a aposta dos investidores em uma troca de governo em 2027. De modo geral, Lula é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga em sua reeleição um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias favoráveis a Flávio Bolsonaro têm se refletido positivamente nos ativos.

No exterior, Wall Street também encerraram o pregão em alta nesta quarta-feira (2), interrompendo uma sequência de três quedas. O Dow Jones avançou 0,56%, alcançando 53.061,95 pontos; o S&P 500 subiu 0,46%, chegando a 7.666,60 pontos; e o Nasdaq avançou 0,45%, atingindo 26.217,828 pontos. Quase todos os setores avançaram no pregão, com recuo apenas do segmento de real estate.

O movimento de queda nos Treasuries ocorreu após o rendimento do título do Tesouro dos Estados Unidos de 10 anos atingir seu maior nível desde novembro de 2023, quando então inverteu o sinal. Apesar do alívio posterior, o movimento pressionou os títulos ao redor do mundo. Os rendimentos no Reino Unido, na Alemanha e na França foram pressionados, além dos títulos do governo de 10 anos negociado próximo às máximas das últimas décadas no Japão.

No front geopolítico, seguem as tensões entre Estados Unidos e Irã. Donald Trump declarou nesta quarta-feira que o Estreito de Ormuz está sob controle norte-americano e reiterou sua sugestão de mudar a via marítima. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington continuará a pressionar o Irã. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou nesta madrugada que as forças iranianas realizaram simultaneamente ataques às bases dos Estados Unidos no Kuwait, na Jordânia, no Bahrein, nos Emirados Árabes Unidos e no Iraque.

Os preços do petróleo refletiram essas tensões geopolíticas. O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com alta de 1,03%, a US$ 95,63 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

No front macroeconômico norte-americano, o número de empregos no setor privado registrou desaceleração em agosto, segundo o Relatório Nacional de Emprego da ADP divulgado nesta quarta-feira. O emprego no setor privado cresceu em 38 mil postos de trabalho no mês passado, após um aumento revisado para 46 mil em julho. Economistas consultados pela Reuters previam que o emprego no setor privado avançaria em 48 mil, após um aumento anteriormente divulgado de 44 mil em julho. O mercado aguarda o relatório do payroll, acompanhado de perto pelo Federal Reserve (Fed). A ferramenta Fed Watch, do CME Group, aponta alta nos juros já na reunião de setembro do Fed.

💬 Comentários
Seja o primeiro a comentar.
Ativos mencionados
ADP CME DI ICE PL
Fontes
🔗 Money Times (fonte principal) 🔗 Money Times: Wall Street avança com alívio dos Treasuries

Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.

📰 Notícias relacionadas
🗽 NYSE / Nasdaq
American Express fica atrás do Nasdaq em desempenho de 52 semanas...
01/09/2026
🗽 NYSE / Nasdaq
Liquidação de títulos se expande aos mercados emergentes com apostas em alta de juros do F...
01/09/2026
🗽 NYSE / Nasdaq
Bolsas caem com tensões EUA-Irã enquanto petróleo sobe; Fed pode elevar juros...
31/08/2026
🐛
🐛 Reportar Erro / Bug

Descreva o erro que encontrou. Isso nos ajuda a melhorar o Pense Mercado.