CSN sobe até 6% com Ebitda melhor que esperado, mas dívida segue preocupando
A CSN (CSNA3) apresentou resultados operacionais no segundo trimestre de 2026 que superaram as projeções das instituições financeiras, impulsionando as ações a subir até 6,02% na sessão. Por volta das 13h30, os papéis avançavam 4,86%, a R$ 4,53.
O destaque positivo veio do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que fechou em R$ 2,77 bilhões, representando alta de 4,9% na comparação anual. A receita líquida também mostrou desempenho positivo, atingindo R$ 11,30 bilhões, um aumento de 5,7% frente ao segundo trimestre de 2025.
Porém, a companhia reportou prejuízo líquido de R$ 773 milhões no 2T26, agravando significativamente as perdas. Na comparação anual, o prejuízo aumentou 494,6% em relação aos R$ 130 milhões apurados entre abril e junho de 2025.
A principal preocupação dos analistas reside na situação da dívida. A CSN encerrou junho com dívida líquida de R$ 42,13 bilhões, comparado a R$ 35,65 bilhões no segundo trimestre de 2025 e R$ 40,50 bilhões no primeiro trimestre de 2026. A trajetória ascendente do endividamento evidencia a pressão financeira enfrentada pela companhia.
O BTG Pactual avaliou que, embora os resultados operacionais tenham superado as expectativas mais pessimistas, a falta de progresso no balanço patrimonial permanece como importante fator negativo para a tese de investimento. Segundo o banco, um ganho de aproximadamente R$ 100 milhões no Ebitda pouco contribui para resolver o desafio principal da companhia: a dívida líquida de R$ 42 bilhões.
O BTG calculou novamente um fluxo de caixa livre (FCF) negativo de aproximadamente R$ 700 milhões. A discussão sobre a venda de ativos deve continuar em evidência no radar dos investidores, diante da necessidade de aliviar o endividamento. As instituições financeiras mantêm postura cautelosa em relação às ações da CSN, priorizando a análise de desempenho do balanço patrimonial além dos resultados operacionais.
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