Como a Copa do Mundo de 1994 transformou o negócio do futebol para sempre
A última vez que a Copa do Mundo foi realizada nos Estados Unidos foi em 1994. Até então, o torneio era um evento enormemente popular, mas com significância comercial surpreendentemente limitada. O torneio de 1990 na Itália, por exemplo, resultou em prejuízo para as emissoras de televisão que o transmitiam.
Esse cenário mudou drasticamente em 1994, quando empresas americanas buscaram deixar sua marca através de publicidade e patrocínios. Firmas como McDonald's, Mastercard e General Motors identificaram o potencial de atingir um público global por meio de um dos eventos esportivos mais assistidos do mundo.
O impacto dessa mudança foi duradouro. De acordo com análise da Bloomberg, a influência americana na FIFA se consolidou a partir daquele torneio, estabelecendo novos padrões de comercialização que se estendem até os dias atuais. A competição deste ano, realizada conjuntamente pelos Estados Unidos, Canadá e México, reflete essa transformação que começou três décadas atrás.
Joey D'Urso, jornalista freelancer de esportes e autor do livro recente "More Than A Shirt: How Football Shirts Explain Global Politics, Money and Power" (Mais que uma Camisa: Como Camisetas de Futebol Explicam Política Global, Dinheiro e Poder), aborda essas mudanças ocorridas entre a Copa de 1994 e a competição atual, além de discutir histórias surpreendentes de influência corporativa e geopolítica no futebol.
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