China sanciona ministros de Paraguai e Belize por relações com Taiwan
A China anunciou nesta segunda-feira sanções contra o ministro das Comunicações do Paraguai, Gustavo Villate, e o chanceler de Belize, Francis Fonseca, justificando as medidas pelos laços de seus países com Taiwan, a ilha que Pequim reivindica como parte de seu território.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês, as sanções visam proteger a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento da China, além de se opor a atos separatistas que promovam a independência de Taiwan. Paraguai e Belize integram o grupo de 12 aliados diplomáticos remanescentes de Taiwan. Pequim considera a ilha como parte de seu território e afirma que poderá anexá-la pela força, se necessário.
Nos últimos anos, a China ampliou significativamente a pressão militar sobre Taiwan, com envio quase diário de aeronaves e navios militares para áreas próximas à ilha. Paralelamente, intensificou esforços para reduzir o número de parceiros diplomáticos de Taipei. Países como Nauru, Honduras e Nicarágua romperam relações com Taiwan e passaram a reconhecer Pequim. Os aliados restantes de Taiwan se concentram principalmente em países menores da América Central, do Caribe e do Pacífico Sul, além de Essuatíni, no sul da África, e da Cidade do Vaticano.
As sanções anunciadas tendem a ter impacto limitado e são vistas como majoritariamente simbólicas, já que autoridades de países que mantêm relações com Taiwan raramente viajam à China. As restrições incluem congelamento de eventuais ativos em território chinês, negativa de visto e entrada no país, e proibição de cooperação com indivíduos e organizações chinesas.
No sábado, durante discurso pelo Dia Nacional de Taiwan, o presidente Lai Ching-te afirmou que a ilha valoriza a paz, mas não abrirá mão de sua liberdade. Declarou que o aumento dos gastos em defesa busca dissuadir um conflito com Pequim, e não provocá-lo. Pequim criticou as declarações de Lai, acusando-o de distorcer fatos e enganar o público.
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