Brasil registra déficit em conta corrente de US$ 8,11 bilhões em julho
O Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 8,11 bilhões em julho, informou o Banco Central nesta quinta-feira. O resultado ficou significativamente acima da expectativa de especialistas consultados pela Reuters, que projetavam um saldo negativo de US$ 6,6 bilhões para o mês. Em comparação com julho do ano anterior, o déficit aumentou em relação aos US$ 6,938 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
O déficit acumulado em 12 meses totalizou o equivalente a 2,49% do Produto Interno Bruto, indicando um desequilíbrio nas contas externas do país. Este indicador é relevante para avaliar a sustentabilidade das finanças externas brasileiras e o comportamento dos fluxos internacionais de recursos.
Os investimentos diretos no país alcançaram US$ 7,46 bilhões em julho, abaixo dos US$ 7,92 bilhões projetados na pesquisa com especialistas. O resultado também ficou inferior aos US$ 8,402 bilhões registrados em julho de 2025, evidenciando uma redução no fluxo de capitais externos direcionados a empreendimentos no Brasil.
A conta de renda primária apresentou déficit de US$ 9,395 bilhões em julho, ampliando-se em relação aos US$ 8,957 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. Este componente reflete principalmente as remessas de lucros e dividendos de empresas estrangeiras operando no país.
A balança comercial brasileira manteve superávit de US$ 6,152 bilhões em julho, comparado a US$ 6,390 bilhões no mesmo mês de 2025, uma redução de desempenho no saldo entre exportações e importações. Por outro lado, a conta de serviços registrou déficit de US$ 5,271 bilhões, ampliando-se face ao rombo de US$ 4,810 bilhões em julho do ano anterior, refletindo um aumento nas despesas com serviços internacionais.
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