Bolsas europeias fecham em forte queda com déficit francês e alta do petróleo
Os principais índices de ações da Europa fecharam em queda nesta quarta-feira, 7, interrompendo a sequência de ganhos recentes. As quedas refletiram uma combinação de preocupações políticas e fiscais, especialmente na França, associadas à escalada de tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Na Europa, o impacto foi generalizado. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,79%, fechando a 10.458,50 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,41%, alcançando 25.091,34 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,22%, encerrando em 7.769,21 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 2,51%, a 49.972,25 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,80%, chegando a 19.093,80 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 0,92%, finalizando em 9.333,76 pontos. As cotações são preliminares.
Os títulos de dívida franceses permaneceram sob pressão durante as negociações orçamentárias. O governo do presidente Emmanuel Macron insiste na limitação do déficit a 5% do Produto Interno Bruto (PIB). O ING avaliou que o plano fiscal da candidata à presidência Marine Le Pen "pode dar um suporte momentâneo aos OATs, mas a falta de credibilidade e a incerteza eleitoral à frente ainda apontam para riscos de alargamento dos spreads".
O setor bancário foi particularmente afetado, recuando 3,3%, com quedas lideradas por instituições francesas. O Société Générale caiu 5,1%, enquanto o BNP Paribas recuou 4,1%. Em Amsterdã, o ABN AMRO desvalorizou 3,8% após o governo da Holanda anunciar intenção de reduzir sua participação no banco para 10,5%.
As tensões no Oriente Médio também pressionaram os mercados. O avanço dos preços do petróleo intensificou-se após os Houthis do Iêmen reivindicarem novos ataques à Arábia Saudita, contribuindo para a pressão nos negócios europeus. Apesar da alta dos preços de energia, Álvaro Santos Pereira, dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e português, afirmou que os níveis atuais de inflação e inflação subjacente estão muito abaixo dos observados durante o choque de energia de 2022, sem efeitos de segunda ordem no momento.
O dirigente do BCE Primoz Dolenc, da Eslovênia, reforçou que a atual postura de política monetária do Banco Central da zona do euro permitirá às autoridades reagir a qualquer choque futuro. No fronte econômico, a produção industrial da Alemanha subiu 2% em agosto ante julho, e o ING considerou a recuperação como indicativo de que o impacto econômico da onda de calor e da seca no período foi menos severo do que inicialmente temido.
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