Bolsas europeias fecham em alta com trégua entre EUA e Irã; Lisboa cai
As principais bolsas europeias encerraram o pregão desta segunda-feira em alta, impulsionadas pela retomada do apetite por risco após a trégua nos ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, que se estendeu por 13 dias consecutivos de combates. A exceção ficou por conta de Lisboa, que registrou queda.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com leve alta de 0,02%, aos 644,62 pontos. Entre os principais índices, o FTSE 100 de Londres fechou com ganho de 0,42%, a 10.781,75 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,30%, a 25.424,41 pontos. O CAC 40 de Paris ganhou 0,40%, a 8.406,06 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,49%, a 52.054,95 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,04%, a 19.789,80 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 1,01%, a 9.122,03 pontos.
O cenário geopolítico foi o principal foco dos investidores neste início de semana. A pausa nas hostilidades entre EUA e Irã resultou em queda dos preços do petróleo, que arrefeceram voltando a níveis abaixo de US$ 90 por barril. Este movimento favoreceu setores sensíveis aos custos de energia, beneficiando particularmente as companhias aéreas. Air France-KLM avançou cerca de 2%, enquanto Lufthansa ganhou perto de 1,9%.
As petroleiras, por sua vez, foram pressionadas pela desvalorização da commodity. BP recuou 2,3%, Shell caiu 0,9% e TotalEnergies cedeu 1,7%. Em Lisboa, a Galp registrou queda de 3%, figurando entre os principais pesos do índice, mesmo após elevar sua projeção para 2026.
No contexto corporativo, a SAP ajudou a sustentar o DAX com alta superior a 7,4%. Contudo, o setor tecnológico foi pressionado pela ASML, que reverteu ganhos e fechou em queda firme de 8,8% após reportagem do The Information indicar que uma empresa chinesa prepara a produção doméstica de máquinas de litografia DUV. A notícia elevou temores sobre perda de participação no mercado chinês, um dos principais destinos das vendas da companhia. O setor tech como um todo registrou recuo de 1,7%.
As decisões de política monetária desta semana também permaneceram no radar dos investidores, com destaque para as reuniões do Federal Reserve (Fed) e do Banco da Inglaterra (BoE). O Goldman Sachs projeta que o Fed deverá manter os juros inalterados, enquanto o LBBW destacou que investidores acompanharão o número de votos dissidentes na decisão.
No contexto doméstico europeu, o índice Ifo de sentimento das empresas da Alemanha subiu de 85,7 para 86,6 pontos em julho, acima da expectativa de 85,3. As cotações divulgadas são preliminares.
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