Bitcoin e ethereum tentam se recuperar com expectativas de alta de juros em crescimento
Bitcoin (BTC-USD) abriu a esta segunda-feira, 14 de setembro de 2026, cotado em US$ 76.806,19, uma queda de 0,6% em relação ao preço de abertura do domingo. Já às 7h31 da manhã, horário de Nova York, o bitcoin havia se recuperado, atingindo US$ 77.873,33.
Ethereum (ETH-USD) abriu no mesmo dia cotado em US$ 2.475,82, queda de 2% comparado à abertura de domingo. Assim como o bitcoin, ethereum também recuperou parte das perdas nas primeiras operações da manhã, atingindo US$ 2.514,09 às 7h31 da manhã, horário de Nova York.
Apesar da abertura em queda, ambas as criptomoedas apresentaram movimento de recuperação nas negociações iniciais desta segunda-feira. Esse movimento ocorreu mesmo com os preços do petróleo alcançando patamares ainda mais elevados, após relatos de ataques no Oriente Médio durante o fim de semana. Um ataque a um oleoduto na Arábia Saudita, além de ataques a casas e uma mesquita na região, resultou em elevação dos preços globais de petróleo (BZ=F) de mais de 11% no período de cinco dias.
O principal fator de pressão sobre as criptomoedas, contudo, permanece sendo as crescentes expectativas de aumento de taxas de juros pelo Federal Reserve. De acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group, as chances de um aumento de juros esta semana subiram significativamente para 86,5%, ante 69,4% na manhã de sexta-feira. Taxas de juros mais altas tendem a exercer pressão temporária sobre o crescimento dos preços das criptomoedas.
Bitcoin apresentou desempenho misto quando observadas as variações mais amplas. A máxima histórica do bitcoin foi US$ 126.198,07, atingida em 6 de outubro de 2025. A mínima histórica foi US$ 0,04865, registrada em 14 de julho de 2010. Ethereum, por sua vez, atingiu sua máxima histórica de US$ 4.953,73 em 24 de agosto de 2025, enquanto sua mínima histórica foi US$ 0,4209, em 21 de outubro de 2015.
Bitcoin é um tipo de criptomoeda, definida como uma moeda que existe unicamente em formato digital e opera sem supervisão governamental ou bancária. Diferentemente do dólar americano, do euro europeu, do dólar canadense e de outras moedas nacionais, que possuem versões em papel e são emitidas pelos seus respectivos governos, bitcoin não possui correspondente físico.
O funcionamento do bitcoin depende de um registro digital público conhecido como blockchain, que valida e registra transações, além de verificar a propriedade das unidades de bitcoin. Esse registro é distribuído globalmente de forma descentralizada, operando através de uma rede ampla e mundial de servidores. A descentralização é aspecto fundamental das criptomoedas, facilitando pagamentos diretos entre usuários sem intermediários bancários, oferecendo segurança aprimorada e defesa contra tentativas de manipulação.
Existem várias formas de adquirir bitcoin. Compradores podem utilizar uma corretora de criptomoedas, um aplicativo fintech ou uma corretora tradicional que ofereça a possibilidade de compra em fundos de índice de bitcoin (ETF). Antes de realizar qualquer operação, é importante decidir entre a posse total do bitcoin e das chaves privadas associadas ou obter exposição ao preço de forma simples dentro de um sistema familiar e regulado.
Independentemente do caminho escolhido, permanece essencial lembrar que bitcoin continua sendo um ativo de alto risco e altamente volátil comparado a muitos outros investimentos. Os preços podem subir ou cair rapidamente, às vezes sem aviso prévio. Quem considere comprar bitcoin deve assumir a volatilidade como parte integrante do investimento.
Dados contextuais do mercado mais amplo complementam o cenário das criptomoedas nesta segunda-feira. Taxas de prata caíram em linha com expectativas de alta de juros, com futuros de prata em dezembro abrindo em US$ 64,79 por onça, queda de 0,6% em relação ao fechamento de sexta-feira, e posteriormente caindo para US$ 63,35 às 7h18 da manhã, horário de Nova York. As mesmas tensões no Oriente Médio que impactam o preço do petróleo também influenciam os mercados de commodities mais amplamente.
No mercado de taxas de juros e crédito, certificados de depósito (CDs) continuam oferecendo retornos atraentes. A maior taxa de CD disponível nesta segunda-feira é 4,35% ao ano, oferecida pelo Marcus by Goldman Sachs em seu CD de 18 meses. Taxas de CD nacionais médias chegam a 1,71% para prazos de um ano, conforme dados do FDIC, mantendo-se significativamente elevadas comparadas a períodos históricos recentes.
Taxas de hipotecas também apresentaram movimento misto. A taxa média de compra de hipoteca fixa de 30 anos é de 6,91%, igualando a taxa de refinanciamento. A taxa de compra fixa de 15 anos está em 6,37%, 8 pontos-base acima da taxa de refinanciamento de 15 anos. A taxa de compra ARM 5/1 está em 6,85%, 20 pontos-base abaixo da taxa de refinanciamento correspondente.
Para contexto de uma hipoteca de US$ 300.000 a 30 anos com taxa de 6,70%, o pagamento mensal de principal e juros seria de aproximadamente US$ 1.935,04, com pagamento total de juros ao longo da vida do empréstimo de aproximadamente US$ 396.614. Uma hipoteca de 15 anos sobre o mesmo valor, a uma taxa de 6,04%, resultaria em pagamento mensal mais elevado de US$ 2.537,41, mas juros totais de apenas US$ 156.734 ao longo da vida do empréstimo.
Linhas de crédito com garantia de patrimônio imobiliário (HELOC) e empréstimos com garantia de patrimônio (HEL) também continuam ativos, com diferencial de 33 pontos-base entre as taxas. A taxa média ajustável de HELOC é de 7,09%, atingindo nova mínima de 2026, enquanto a taxa nacional média de empréstimo com garantia de patrimônio imobiliário com taxa fixa é de 7,42%, em alta comparada à mínima de 7,31% no final de junho. Ambas as taxas baseiam-se em solicitantes com score de crédito mínimo de 780 e razão combinada de empréstimo-para-valor máxima inferior a 70%.
Contas de poupança de alto rendimento continuam oferecendo oportunidades atrativas para poupadores. A maior taxa disponível nesta segunda-feira é 4,10% ao ano, oferecida pelo CIT Bank. A taxa média nacional em contas de poupança tradicionais permanece em apenas 0,38%, conforme o FDIC, enquanto as melhores contas de poupança de alto rendimento pagam aproximadamente 3% a 4% ao ano. Um depósito de US$ 1.000 a 4% ao ano resultaria em saldo de US$ 1.040,81 após um ano, gerando US$ 40,81 em juros. Um depósito de US$ 10.000 à mesma taxa resultaria em saldo total de US$ 10.408,08, representando US$ 408,08 em juros.
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