Ata do Copom, arrecadação federal e discurso de Trump movem mercados nesta terça
Os mercados brasileiros concentram suas atenções nesta terça-feira, 22, principalmente na divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento deve fornecer detalhes sobre a decisão tomada pelo Comitê na reunião anterior, quando reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano, representando um corte de 0,25 ponto percentual.
Além da ata do Copom, o mercado também aguarda a publicação do Boletim Macrofiscal, relatório bimestral do Ministério da Fazenda que apresenta projeções de curto e médio prazo para indicadores de atividade econômica e inflação utilizados no processo orçamentário da União. O material inclui análises da conjuntura macroeconômica e fiscal. A arrecadação federal referente ao mês de agosto também será divulgada nesta terça-feira.
No cenário internacional, o presidente dos EUA, Donald Trump, discursa nesta terça-feira na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O pronunciamento do presidente americano é acompanhado com atenção pelos investidores, assim como a possibilidade de um encontro com o presidente do Irã, considerado ponto de atenção para os mercados. O presidente Lula faz pronunciamento na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU às 10 horas.
O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, ultrapassando os 187 mil pontos em seu melhor momento, em meio a um ambiente favorável a risco no mercado internacional. O índice avançou 0,74%, encerrando em 186.595,60 pontos, impulsionado pelo alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e queda dos preços do petróleo.
Na zona do euro, Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), participa de conferência às 8 horas. Nos Estados Unidos, discursos de autoridades do Federal Reserve também movem o dia: John Williams discursa às 11h05, Philip Jefferson às 11h20 e Thomas Barkin, presidente do Fed de Richmond, participa de evento às 14 horas.
A confiança do consumidor na zona do euro também será divulgada nesta terça, com previsão de -16,0 para setembro. Os mercados entram o dia com a atenção voltada principalmente para sinais dos bancos centrais sobre a trajetória dos juros, tanto no Brasil quanto no exterior.
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