American Airlines traz de volta telas de seatback após 11 anos; estreia em 2028
A American Airlines anunciou que reintroduzirá telas nos encostos de poltronas em suas aeronaves, revertendo uma decisão tomada há mais de uma década. As novas telas contarão com exibição em 4K e começarão a aparecer nas entregas de novas aeronaves de Boeing e Airbus a partir de 2028. Além disso, a companhia realizará retrofit em suas aeronaves existentes para que passageiros em todas as classes de cabine tenham acesso às telas e a outras funcionalidades como emparelhamento de áudio Bluetooth e carregamento USB-C.
A mudança representa uma reversão estratégica significativa. Quando a American removeu as telas dos encostos de poltronas em 2017, seus executivos argumentavam que a tecnologia não justificava seu custo e o peso adicional que agregava às aeronaves, preferindo que os passageiros utilizassem seus próprios aparelhos para entretenimento. Heather Garboden, diretora de Experiência do Cliente da companhia, afirmou em entrevista que "a tecnologia avançou muito desde que tomamos essa decisão há mais de uma década". Garboden acrescentou que "em última análise, quando você tem preferência do cliente e melhorias na satisfação do cliente, isso também gera receita".
Embora Garboden tenha recusado revelar o valor específico que a American investirá na iniciativa, informou que as instalações devem ser concluídas no início dos anos 2030. A companhia também anunciou, na terça-feira, que sua revitalização incluirá mais assentos de primeira classe nos Airbus A321neos e nos Boeing 737 Max 10s, embora as entregas destes últimos ainda sejam esperadas para alguns anos à frente. A American também está adicionando mais assentos com espaço extra para as pernas em toda sua frota.
Os assentos premium podem custar o dobro do preço de uma passagem de classe econômica ou ainda mais. Por exemplo, uma passagem de ida e volta do Aeroporto Internacional John F. Kennedy em Nova York para o Aeroporto Internacional Fort Worth de Dallas estava sendo oferecida por US$ 447 em classe econômica e US$ 1.161 em primeira classe.
Esta iniciativa integra um esforço mais amplo da American para fechar a lacuna de lucros com seus grandes concorrentes. Robert Isom, presidente-executivo da American, declarou à CNBC em junho que ele e sua equipe estão trabalhando para reduzir essa diferença de lucrativi através de mais assentos premium, lounges sofisticados e melhorias na rede da companhia. Isom informou também que a American planeja reformar seus Boeing 787-8 Dreamliners com as novas suítes de classe executiva da companhia e adicionar mais delas. A companhia também está no mercado para novas aeronaves wide-body e vem avaliando opções de Boeing e Airbus.
A diferença de rentabilidade entre as companhias é substancial. A American reportou lucro de US$ 71 milhões no segundo trimestre, enquanto a United Airlines registrou US$ 805 milhões e a Delta Air Lines obteve US$ 1,6 bilhão no mesmo período.
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